quarta-feira, 23 de maio de 2012

Pré-candidatos chovem no molhado no seminário "São Luís, outros 400"

    No seminário "São Luís, Outros 400", coincidentemente mesmo nome de projeto cultural do cantor e compositor Joãozinho Ribeiro, apadrinhado pelo deputado federal Bira do Pindaré (PT), os quatro pré-candidatos a prefeito da capital maranhense na eleição deste ano apontaram o dedo para uma ferida exposta.
    Mobilidade urbana, ocupação e preservação de área verde da Ilha, caos na saúde, educação, infraestrutura e um rol de problemas foi citado até a náusea pelos pré-candidatos  com postura posada de cavaleiros de um apocalipse inexorável. Poucas, porém, foram as sugestões apresentadas para solucionar os mais simples, como a buraqueira que impede que veículos mantenham uma velocidade média nas vias da cidade, até a complexa relação com a OGX, Alumar e outros monstros sagrados do capitalismo. Falou-se no futuro como se  o presente não fosse imperativo.
    Tadeu Palácio, pré do PP e ex-aliado dos Sarney,  evocou o "éramos felizes e não sabíamos" da sua administração, com dócil mea culta, e equivocou-se quanto ao significado do que seja erário; Roberto Rocha, pré do PSB e ex-aliado de Castelo, espargiu soluções genéricas empunhando varinha de condão igualmente imaginária, sempre com o ar professoral; Eliziane Gama, pré do PPS e ex-aliada de Castelo,  no púlpito acima dos pecadores, ignorou que a menos de 25 quilômetros de São Luís  existe uma escola de tempo integral, ainda em solo maranhense, que bem poderia economizá-la em viagens ao Piauí ou destinos turísticos vizinhos para contatar outra realidade; e, por fim, Edivaldo Holanda Júnior, pré do PTC também ex-aliado de Castelo, invocou todos os santos para conter o desemprego e a migração de mão de obra, não esquecendo de demostrar boa intenção com o inóquo papel da Câmara Municipal.
    Todos os "prés" falaram para uma seleta plateia de candidatos ao legislativo e correligionários como se estivessem no horário gratuito - no espaço da Assembleia onde o 0800 deve  funciona formalmente - de televisão com ajuda das rádios aliadas. Entre elas a emissora capitalizada pelos Rocha, condescendente até o silêncio com a administração Roseana Sarney: a começar pela água ( em algumas situações podre), que escorre nas ruas da cidade na mesma intensidade que falta nas casas, até o esparadrapo colorido na saúde a poucos metros da sede da rádio.
    O grupo dos "prés" tem o ex-deputado federal Flávio Dino como timoneiro. Destoa porém do presidente da Embratel quando o assunto é o adensamento sobre o conhecimento dos problemas da cidade e intenções de adotar medidas de gestão para solucioná-los. Essa foi a diferença de Flávio Dino em 2008 para a velha política que acabou vingando com ajuda de três dos quatro "prés" da oposição. 

Cachoeira não irritou citados no grampo da Operação Monte Carlo

    Da Operação Monte Carlo, que levou para a penintenciária da Paupuda o empresário do jogo do bicho Carlinhos Cachoeira, revelou contatos do contraventor com pelo menos 11 políticos no exercício do mandato no Congresso Nacional.
    No grampo de Cachoeira o nome da presidente Dilma Rousseff aparece na lista dos 82 ilustres entre os quais o presidente do Senado, senador José Sarney (PMDB-AP). Até agora cíu em desgraça apenas o senador Demostenes Torres, expulso do DEM e investigado pelo Comissão de Ética da Casa.
     Parlamentares da CPMI do Cachoeira que investiga relações criminosas do bicheiro com agentes públicos e privados emaranhados com o erário se irritaram com o silêncio de Cachoeira. No entanto, nenhum dos citados no grampo apareceu trincando dentes. 
Quem são os parlamentares citados na Operação Monte Carlo:
Senador Jose Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado Deputado federal Jovair Arantes (PP-GO)
Senador Aécio Neves (PSDB-MG)
Senador Blairo Maggi (PR-MT)
Senador Demostenes Torres (sem partito-DF)
Deputado federal Leonardo Vilela (PMDB-GO)
Deputado federal Marcos Monti (DEM-MG)
Deputado federal Protogenes Queiroz (PC do B-SP)
Deputado federal Stephan Necessian (PPS-RJ)
Deputado federal Fernando Francischini (PSDB-PR)
Deputado federal Sandes Junior (PP-GO)

Na coluna do Claudio Humberto

Sem interesse
O presidente do Senado, José Sarney, garante não estar nem um pouco interessado na CPI mista de Cachoeira: “Nem acompanhei o depoimento. Ainda estou me recuperando da saúde”, justificou.

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA:Nasceu de novo
Atos e Fatos:TRT decide multar o SET em R$ 50 mil
Jornal Pequeno:TRT-MA multa SET por não cumprir decisão judicial
O Estado do MA:SET é multado por não colocar ônibus em circulação
Região
Diário do Pará:INSS reduz juros do consignado
Jornal do Commercio:Fifa aposta em Pernambuco
Meio-Norte:Câmara se rende ao bom ensino do Piauí
O Povo:Lula conversa com Cid para salvar aliança
Nacional
Correio:O cinismo da esfinge
Estado de Minas:Ninguém merece tanto deboche
Estadão:Cachoeira se cala e CPI mira Delta
Folha:Montadoras cortam preço de veículos em até 10%
Globo:Câmara manobra contra punição de contas-sujas
Valor:Governo avalia mais ações para destravar o crédito
Zero Hora:STF decide divulgar salários de ministros, servidores e inativos

terça-feira, 22 de maio de 2012

Verdade?Que verdade? - Marco Antonio Villa

Foi saudada como um momento histórico a designação dos membros da Comissão da Verdade. Como tudo se movimenta lentamente na presidência de Dilma Rousseff, o fato ocorreu seis meses após a aprovação da lei 12.528. Não há qualquer justificativa para tanta demora. Durante o trâmite da lei o governo poderia ter desenhando, ao menos, o perfil dos membros, o que facilitaria a escolha.
    Houve, na verdade, um desencontro com a história. O momento para a criação da comissão deveria ter sido outro: em 1985, quando do restabelecimento da democracia. Naquela oportunidade não somente seria mais fácil a obtenção das informações, como muitos dos personagens envolvidos estavam vivos. Mas — por uma armadilha do destino — quem assumiu o governo foi José Sarney, sem autoridade moral para julgar o passado, pois tinha sido participante ativo e beneficiário das ações do regime militar.
    O tempo foi passando, arquivos foram destruídos e importantes personagens do período morreram. E para contentar um setor do Partido dos Trabalhadores — aquele originário do que ficou conhecido como luta armada — a presidente resolveu retirar o tema do esquecimento. Buscou o caminho mais fácil — o de criar uma comissão — do que realizar o que significaria um enorme avanço democrático: a abertura de todos os arquivos oficiais que tratam daqueles anos.
    É inexplicável o período de 42 anos para que a comissão investigue as violações dos direitos humanos. Retroagir a 1946 é um enorme equívoco, assim como deveria interromper as investigações em 1985, quando, apesar da vigência formal da legislação autoritária, na prática o país já vivia na democracia — basta recordar a legalização dos partidos comunistas. Se a extensão temporal é incompreensível, menos ainda é o prazo de trabalho: dois anos. Como os membros não têm dedicação exclusiva e, até agora, a estrutura disponibilizada para os trabalhos é ínfima, tudo indica que os resultados serão pífios. E, ainda no terreno das estranhezas e sem nenhum corporativismo, é, no mínimo, extravagante que tenha até uma psiquiatra na comissão e não haja lugar para um historiador.
    A comissão foi criada para “efetivar o direito à memória e a verdade histórica”. O que é “verdade histórica”? Pior são os sete objetivos da comissão (conforme artigo 3º), ora indefinidos, ora extremamente amplos. Alguns exemplos: como a comissão agirá para que seja prestada assistência às vítimas das violações dos direitos humanos? E como fará para “recomendar a adoção de medidas e políticas públicas para prevenir violação de direitos humanos, assegurar sua não repetição e promover a efetiva reconciliação nacional”? De que forma é possível “assegurar sua não repetição”?
    O encaminhamento dado ao tema pelo governo foi desastroso. Reabriu a discussão sobre a lei de anistia, questão que já foi resolvida pelo STF em 2010. A anistia foi fundamental para o processo de transição para a democracia. Com a sua aprovação, em 1979, milhares de brasileiros retornaram ao país, muitos dos quais estavam exilados há 15 anos. Luís Carlos Prestes, Gregório Bezerra, Miguel Arraes, Leonel Brizola, entre os mais conhecidos, voltaram a ter ativa participação política. Foi muito difícil convencer os setores ultraconservadores do regime militar que não admitiam o retorno dos exilados, especialmente de Leonel Brizola, o adversário mais temido — o PT era considerado inofensivo e Lula tinha bom relacionamento com o general Golbery do Couto e Silva.
    Não é tarefa fácil mexer nas feridas. Há o envolvimento pessoal, famílias que tiveram suas vidas destruídas, viúvas, como disse o deputado Alencar Furtado, em 1977, do “quem sabe ou do talvez”, torturas, desaparecimentos e mortes de dezenas de brasileiros. Mas — e não pode ser deixado de lado — ocorreram ações por parte dos grupos de luta armada que vitimaram dezenas de brasileiros. Evidentemente que são atos distintos. A repressão governamental ocorreu sob a proteção e a responsabilidade do Estado. Contudo, é possível enquadrar diversos atos daqueles grupos como violação dos direitos humanos e, portanto, incurso na lei 12.528.
    O melhor caminho seria romper com a dicotomia — recolocada pela criação da comissão — repressão versus guerrilheiros ou ação das forças de segurança versus terroristas, dependendo do ponto de vista. É óbvio que a ditadura — e por ser justamente uma ditadura — se opunha à democracia; mas também é evidente que todos os grupos de luta armada almejavam a ditadura do proletariado (sem que isto justifique a bárbara repressão estatal). Nesta guerra, onde a política foi colocada de lado, o grande derrotado foi o povo brasileiro, que teve de suportar durante anos o regime ditatorial.
    A presidente poderia ter agido como uma estadista, seguindo o exemplo do sul-africano Nelson Mandela, que criou a Comissão da Verdade e Reconciliação. Lá, o objetivo foi apresentar publicamente — várias sessões foram transmitidas pela televisão — os dois campos, os guerrilheiros e as forças do apartheid. Tudo sob a presidência do bispo Desmond Tutu, Prêmio Nobel da Paz. E o país pôde virar democraticamente esta triste página da história. Mas no Brasil não temos um Mandela ou um Tutu.
    Pelas primeiras declarações dos membros da comissão, continuaremos prisioneiros do extremismo político, congelados no tempo, como se a roda da história tivesse parado em 1970. Não avançaremos nenhum centímetro no processo de construção da democracia brasileira. E a comissão será um rotundo fracasso.
De O Globo

Na coluna da Sônia Racy

Back to the future
Prestigiada, a festa de 70 anos, sábado, de Maílson da Nóbrega.
O ex-ministro de Sarney brindou seus convidados com meia hora de história econômica do Brasil - e criticou a interferência de Dilma na economia privada.
De O Estadão

Manchetes dos jornais

Estado
Aqui-MA: Paciência e sufoco
Atos e Fatos: Presidente do TRT manda empresários demitir grevistas
Jornal Extra:IML ficha 6 defuntos despachados a tiros
O Imparcial:Grevistas ameaçam fechar a cidade durante assembleia
O Estado do MA:650 mil ficam sem ônibus;TRT diz que greve é ilegal
Região
Diário do Pará:Carros ficarão 10% mais baratos
Jornal do Commercio:Pacote estimula a compra de veículos
Meio-Norte:Governo zera IPI de carro 1.0 até agosto
O Povo:Ceará - 81% já sabem ler e escrever: Número de crianças alfabetizadas dobra em cinco anos
Nacional
Correio:Carro fica até 10% mais barato a partir de hoje
Estado de Minas:Savassi apela para segurança privada
Estadão:Como em 2008, governo corta IPI de carros e amplia crédito
Folha:Governo reduz impostos para estimular consumo
Globo:Governo tenta de novo conter queda do PIB pelo consumo
Valor:Governo corta IOF e reduz a zero juro real de máquinas
Zero Hora:Pacote torna venda a crédito mais barata e reduz preço do carro

segunda-feira, 21 de maio de 2012

CIMI inicia assembleia para taratar sobre processo de demarcação de terras indígenas no Maranhão

    O Conselho Indigenista Missionário do Maranhão iniciou hoje (21) sua XXXIII Assembleia Regional com uma Audiência Pública que teve início às 9hs na Assembleia Legislativa do Maranhão, para tratar sobre os processos de demarcação de terras indígenas no Estado. Com o tema e lema: “40 anos celebrando a presença solidária e comprometida no sonho da Terra livre, das águas puras e das florestas sagradas junto aos povos indígenas”, de 22 a 24 a entidade dará continuidade à sua XXXIII Assembleia Regional na Casa de Encontros das Irmãs Capuchinhas.
    Para as representantes da entidade no Maranhão, “as pedagogias indígenas vão gradativamente produzindo um ser humano que deve agir com cautela e com sabedoria, ter atenção e cuidado com os demais seres, respeitar os princípios e as regras estabelecidas culturalmente para resguardar a vida em comunidade (...)”.
    A assembleia vai acontecer em clima de celebração dos 40 anos do Cimi no Brasil e refletir sobre a saúde na concepção dos povos indígenas.
Da Ascom do CIMI

Decolar.com informa que a internauta que São Luís não possui aeroporto

    O site Decolar.com, agência de viagens número 1 em preços e serviços, informa aos internautas que tentam fazer compra de passagens aéreas à vulso com partida e chegada a São Luís que não há aeroporto na capital do Maranhão (confira aqui).
    A informação nada tem a ver com a reforma do terminal aeroviário de São Luís que esta semana deveria ser concluída, mas por equívoca na localização da cidade no google map. Segundo o Decolar. Com o aeroporto mais próximo à cidade fica a dez quilômetros do centro. a segundo opção oferecida é o aeroporto de Pinheiro, terra natal do senador José sarney, distante, ainda segundo o site, 84 quilômetros de São Luís.

Bira do Pindaré desvia Sarney do foco da Comissão da Verdade no Maranhão

    A convite da presidente Dilma Rousseff, segundo informou o próprio, o deputado estadual Bira do Pindaré (PT) esteve participando da cerimônica de posse dos sete membros da Comissão da Verdade, "marco na história do Brasil". Da cerimônia participaram além da presidente, os ex-presidente Fernando Collor de Mello, Fernando Henrique Cardoso e José Sarney, "unidos com o punico propósito": revelar a verdade sobre os crimes cometidos durante a ditadura militar.
    De acordo com Pindaré, no discurso da quinta-feira, 17, a comissão vai recuperar a memória de uma passagem triste da nose história que não pode se repetir, sem revanchismo ou vinganças.
    O deputado pertence a ala petista que faz oposição ao PMDB do grupo Sarney no Maranhão. Pelo menos na assembleia anunciou que está preparando "pedido" para que seja constituída a Comissão Parlamentar da Verdade na Assembleia Legislativa do Maranhão.
    Bira do Pindaré solicitou ainda que o discurso regado a lágrimas da presidente fosse incluído nos anais da Casa. Pacifiou no discurso o exemplo mais emblemático da ditadura militar no Maranhão: a história do líder camponês Manoel da Conceição, por sinal nomeado como comissionado no Gabinete do deputado petista. 
    Ainda tocado pela cerimônia, Bira poupou o ex-presidente José Sarney da responsabilidade pelas agruras perpetradas a Conceição, literalmente mutilado pela intolerância no Maranhão com a, no mínimo, complacência do então governador do Maranhão. No primeiro discurso após a instalação da Comissão da Verdade, o parlamentar perdeu a oportunidade de ofertar às novas gerações a "verdade factual" destacada na fala emocionada de Dilma Rousseff que enfatizou a importância que "homens e as mulheres livres", destemidos têm com a história.

No Blog do Ricardo Noblat

Geral

Calçada da Fama


Da leitora Marilia Itamirim:

 Tertuliano, frívolo peralta,
Que foi um paspalhão desde fedelho,
Tipo incapaz de ouvir um bom conselho,
Tipo que, morto, não faria falta;
Lá um dia deixou de andar à malta,
E, indo à casa do pai, honrado velho,
A sós na sala, diante de um espelho,
À própria imagem disse em voz bem alta:
- Tertuliano, és um rapaz formoso!
És simpático, és rico, és talentoso!
Que mais no mundo se te faz preciso? -
Penetrando na sala, o pai sisudo,
Que por trás da cortina ouvira tudo,
Severamente respondeu: - Juízo. -

de Arthur Azevedo

Flávio Dino e Marcos Silva usam redes sociais para discutir eleições e política

    O comunista Flávio Dino e o socialista Marcos Silva têm utilizado ferramenta comum para se manterem  no epicentro do debate político das oposições em São Luís e no estado. Por decisão do Tribunal Superior Eleitora os candidatos ou pré-candidatos a cargos eletivos este ano não podem usar o microblog para se autopromover ou pedir votos antes do dia 6 de julho, quando segundo o calendário eleitroal se inicía o período de propaganda permitido por lei.
    Caso resolva participar da eleição municipal de São Luís como candidato, o presidente da Embratel, Flávio Dino, estaria desobedecendo uma determinação da corte superior eleitoral. Usuário do microblog Twitter, Dino tem comentado o processo eleitoral na capital e no estado do Maranhão com frequência.
    Como presidente de uma autarquia, o ex-deputado federal tem até o mês de junho para decidir se será candidato a prefeito e desincompatibilizar-se do cargo. O PCdoB, partido de Flávio Dino ziguezagueia sobre sua participação nas eleições de São Luís. Segundo adiantou Márcio Jerry, presidente do diretório municipal do PdoB em São Luís, há cerca de dez duas Dino formalizou oficialmente através de comunicado sua desistência de concorrer nas eleições de outubro.
    Menos de dez dias depois, na semana passada, o portal Vermelho, canal oficial de comunicação do partido na internet, uma reportagem comentou postagem de  Dino no twiter, insinuando ainda  estudar participação efetivamente nas eleições como candidato a prefeito, destacando a arregimentação de votos no estado.
    A proibição não atinge porém o facebook, ferramenta que tem posição hegemônica nas redes sociais. A replicação sem controle contribui para difundir mensagens ad infinitum. Pré-candidato pelo PSTU, o sindicalista Marcos Silva que este ano concorrerá pela quarta vez a prefeito de São Luís, é um contumaz usuário do facebook. Silva tem utilizados a ferramenta para propagar as ideias da sociedade socialista que apregoa.

Manchetes dos jornais

Estado
O Imparcial: Rodoviários prometem parar 100% dos ônibus
O Estado do MA:Greve dos rodoviários pode deixar São Luís sem ônibus
Região
Diário do Pará:Morto a pauladas e tijoladas
Jornal do Commercio:Costa vence, não leva e PT do Recife expõe racha
Meio-Norte:10 obras em Teresina terão recursos do BID
O Povo:Aldeota lidera roubo de veículos
Nacional
Correio:Governistas se apegam à mordomia do 14° e 15°
Estado de Minas:Basta subir na moto para tirar a carteira
Estadão:Mensalão e Cachoeira terão impacto em eleições, diz ministro
Folha:Volume de investimento do governo cai em 2012
Globo:Professor tem salário mais baixo do país
Valor: CGU vê irregularidades em aplicações do FGTS
Zero Hora: Burocracia emperra utilização de escolas fechadas no Estado

domingo, 20 de maio de 2012

Marcha das Vadias será dia 26 em São Luís

No próximo dia 26 acontece a 1ª MARCHA DAS VADIAS onde as mulheres de São Luís se juntam para marchar contra qualquer tentativa de opressão e para lutar pelo fim da violência de gênero. O direito a uma vida livre de qualquer tipo violência é um direito básico de todos . A concentração acontecerá a partir de 13h, no início da Av. Litorânea (prx ao bar Raízes). De lá, partiremos em marcha até a Praça dos Pescadores e, em seguida, teremos uma programação cultural.    A Marcha das Vadias, ou Slut Walk, é um movimento internacional de mulheres criado em abril de 2011 na cidade de Toronto, no Canadá, em resposta ao comentário de um policial que orientou as universitárias de uma faculdade a pararem de se vestir como vadias diante do aumento dos casos de estupro naquele campus. A partir desta Marcha, diversas manifestações nos mesmos moldes, ocorreram em mais de 30 cidades, em diversos países – como Suécia, Nova Zelândia, Inglaterra, Estados Unidos, Nicarágua, e Brasil.

    Todas essas mulheres marcham por seu direito de ir e vir, seu direito de se relacionar com quem desejar e da forma que desejar, e por seu direito de se vestir da maneira que lhes convier — sem a ameaça do estupro e, mais grave ainda, sem a ameaça da conivência social com o estuprador e da responsabilização da vítima. O mote principal da Marcha das Vadias é a situação compartilhada por mulheres de cerceamento da liberdade e objetificação sexual. A organização da Marcha é aberta à participação de entidades da sociedade civil organizada, órgãos relacionados, militantes e homens e mulheres interessados na causa.
    Em São Luís, acontece em 2012 a 1ª Marcha das Vadias, que reivindicará mais respeito à mulher com debates específicos sobre a situação da cidade. Organizada por mulheres independentes, a Marcha simultaneamente às marchas de Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Recife e Salvador.
    Em São Luís, na semana que antecede a marcha serão realizadas várias atividades mobilizadoras. Acompanhe a agenda:
21/05 - Segunda-feira, dia todo: Divulgação em escolas e faculdades
22/05 - Terça-feira, 19h, Odeon (Reviver): Seminário da Primeira Marcha das Vadias de São Luís, com entidades da sociedade civil organizada, órgãos públicos e pessoas interessadas em discutir a causa
23/05 - Quarta-feira, 10h, Pça Deodoro: Intervenção artística e conscientização; 18h, Reviver: intervenção artística de conscientização no Tambor do Mestre Amaral
24/05 - Quinta-feira, horário e local a definir: Mesa-redonda de conscientização da população e comunidade acadêmica sobre as questões de gênero
25/05 - Sexta-feira, 19h, Bares e Boates: Rota de arrecadação, divulgação e conscientização em bares e boates da cidade (circuito Reviver, Lagoa, Litorânea, Choperia Marcelo, Choperia Kabão, etc.)
26/05 - Sábado, 13h, Av. Litorânea: 1ª Marcha das Vadias de São Luís, concentração às 13h no início da Av. Litorânea (prx ao bar Raízes), marcha até a Pça dos Pescadores, seguida de programação cultural.
Blog:
http://marchadasvadiasslz.blogspot.com.br/
Facebook:

Twitter: @slutwalk_SLZ
E-mail: marchadasvadiasslz@yahoo.com.br

Um pequeno grande jornal - FERREIRA GULLAR

O 'Diário Carioca' introduziu no jornalismo brasileiro a técnica redacional norte-americana do lide e sublide
    O "Diário Carioca" (1928-1965) nunca esteve entre os grandes jornais brasileiros mas, ainda assim, marcou época e contribuiu para a modernização de nossa imprensa. É o que está evidente no livro que Cecília Costa acaba de publicar e cujo título diz exatamente isso.
    Conforme nos conta, foi por acaso que soube desse jornal, de que mal ouvira falar, já que ninguém o lia em sua casa. Foi atrás, pesquisou, ouviu jornalistas que nele haviam trabalhado e nos deu um livro feito com indiscutível empenho, rico de informações e pleno de lucidez.
    O assunto também me diz respeito, muito embora o "DC" nada me deva. Muito pelo contrário, fui eu que muito aprendi no pouco tempo em que ali trabalhei. Lembro esse tempo com muito prazer e saudade, uma vez que nunca pertenci a uma Redação de gente tão bem-humorada quanto aquela. Esse bom humor se refletia nos textos, nos títulos e às vezes na escolha dos assuntos noticiados. O principal responsável por isso era Luiz Paulistano.
    Já me referi, aqui mesmo, noutras crônicas, a esse ambiente de camaradagem que nos contaminava a todos. Mas o "DC" não se limitou a isso: implantou no jornalismo brasileiro a técnica redacional norte-americana do lide e do sublide, que veio substituir, em nosso jornalismo, o velho "nariz de cera".
    A nova técnica introduzia o leitor de imediato no fato que estava sendo noticiado, já que, em dois parágrafos de quatro linhas cada, saberia o fato que se queria contar, quem era o autor da ação, onde e quando ocorrera e por quê, se fosse o caso.
    Mas o livro de Cecília Costa não se limita a nos contar a história do "Diário Carioca". Vai adiante ao nos informar do desdobramento que aquela experiência jornalística conheceu, quando alguns daqueles redatores transferiram-se para o "Jornal do Brasil", em 1958, no momento em que se iniciou a renovação do velho jornal, então transformado num veículo de anúncios classificados. Nem Redação tinha mais, e as notícias eram transcrições do que publicava a agência oficial do governo federal.
    A renovação do "Jornal do Brasil" começou, de fato, com o suplemento literário (o "SDJB"), criado por Reynaldo Jardim no ano de 1956. O êxito desse suplemento estimulou a condessa Pereira Carneiro, sua proprietária, a renovar o próprio jornal. Chamou Odylo Costa Filho para fazê-lo.
    O acaso, como se sabe, é um fator decisivo na existência dos fatos e das pessoas. E assim foi que, por acaso, fui parar na Redação do "JB", por indicação de Carlos Castelo Branco. É que, àquela altura, já o "DC" atrasava pagamento dos salários, e eu necessitava daquela grana para as despesas da família.
    Assim foi que, por acaso, me tornei chefe do copidesque do "JB". Para compô-lo, sugeri a Odylo a contratação de dois redatores: Jânio de Freitas e José Ramos Tinhorão, ambos ex-colegas meus no "DC". A vinda de Jânio -que era meu amigo desde quando trabalhamos na revista "Manchete"- foi decisiva.
    Com a colaboração de Amílcar de Castro, começou uma revolução gráfica no "JB". Já falei aqui, mas acho importante repetir: naquela época, as primeiras páginas dos jornais eram ocupadas por matérias que continuavam nas páginas de dentro, quaisquer páginas.
Jânio mudou isso, ocupando a primeira página com resumos das notícias principais, que estariam completas numas mesmas páginas, conforme o assunto. Isso obrigou a escrever as matérias em tamanho definido. Assim nasceu o papel diagramado: cada redator tinha que ater-se a um número exato de linhas.
    O jornal ganhou em organização e em clareza. Pode ser que exagere. A verdade, porém, é que os demais jornais pouco a pouco absorveram essas inovações surgidas no "Jornal do Brasil".
    Cabe ressaltar que uma parte importante do livro de Cecília são depoimentos que nos mostram, sem mistificação, o que eram os jornais daquela época.

Conexão Dança inscreve para Batalha de B. Boys em São Luís até dia 27 de maio


    Até o dia 27 de maia estão abertas as inscrições para artistas e grupos locais que desejam participar da Batalha de B. Boys "O Rei da Ilha", promovido pela Conexão Dança.
    A batalha tradicional do movimento hip hop conta com parceria a Central Única da Favela, CUFA-Maranhão. Segundo o diretor da Conexão dança, Erivelton Viana, serão vitoriosos aqueles que conseguirem se expressar com a maior plasticidade . " O objetivo é expandir a rede de trocas dentro do Conexão dança com o universo das danças urbanas do hip hop.Além de difundir, divulgar e e fomentar a dança de rua no Maranhão", justifica o diretor Erivelton Viana.
    Serão selecionados 32 dançarinos que dividos em chaves disputarão a batalha no dia 2 de junho no Teatro João do Vale. O evento vai contar com a participação de personalidades como o Dj Astro, os grupos The Angels e Krumping Kings,além do dançarino Marcelinho BackSpin, de São Paulo, e do dançarino, coreógrafo e produtor artístico B.boyKaioo Arruda, do Piauí. Eles vão compor o júri da batalha.
    Cada apresentação individual terá a duração de cinco minutos.Na Batalha Final o tempo de aprsentação de cada candidato será de dez minutos.
    Entre os critérios de avaliação observados pela comissão julgadora esão a interação do B. Boy com a música,inovação, variedade e qualidade dos movimentos executados, além do grau de dificukdade e estilo de cada paticipante. Mais informações pelo telefone (98)8162-4169 e e-mail batalhadailha@hotmail.com
Conexão dança
    A quarta edição do Conexão Dança acontecen entre 1º e 9 de junho com o tema "Para habitar a cidade". Palestrasm, seminários, bate-papos, exposições, workshops, oficinas, espetáculos e performance de dança estão programados para diversos espaços. O projeto foi contemplado com o Prêmio Funarte de Dança Klaus Vianna 2011, através do Ministério da Cultura com patrimônio.

Sarney queima documentos e estoca livros - Elio Gaspari

    O Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo entregou 49 toneladas de processos para serem destruídos. Eram cerca de 60 mil ações judiciais. Nesse papelório que é visto como trambolho, estava a história dos trabalhadores que foram à Justiça buscar seus direitos. (Em São Paulo, queimaram o processo de um pernambucano que perdeu um dedo numa prensa. Era o dedo de Lula.)
    A piromania do Judiciário teve um defensor no ministro Cezar Peluso e o STJ vai pelo mesmo caminho, determinando a destruição de processos com mais de cinco anos de arquivo. A queima dos arquivos judiciais deriva de uma lei do Congresso sancionada pelo então presidente José Sarney. Se essa tendência não for revertida, a história do andar de baixo virará apara de papel.
    Curiosamente, o mesmo Sarney que sancionou a destruição da memória de documentos apresentou um projeto determinando que todas as editoras do país sejam obrigadas a mandar um exemplar de qualquer livro publicado para todas as bibliotecas estaduais e "instituições equivalentes dos países de língua portuguesa". Beleza. No Brasil são publicados cerca de 50 mil títulos por ano. As bibliotecas estaduais estão à míngua. Para catalogar esse estoque de livros, seriam necessários mais cem bibliotecários em cada uma delas e em dez anos, com 500 mil novos livros, cada uma deveria construir mil metros quadrados, para guardar volumes muitas vezes inúteis. Quando isso acontecer, Sarney poderá apresentar um novo projeto, determinando a queima dos livros que não foram catalogados.
De O Globo

No Painel da Folha de S. Paulo

Tiroteio
"Nós já vimos Sarney e Lula juntos e agora estamos testemunhando Collor se aliando ao PT para acertar uma conta de mais de 20 anos com a mídia e o Ministério Público."
DO DEPUTADO FEDERAL FERNANDO FRANCISCHINI (PSDB-PR), criticando a iniciativa do ex-presidente e hoje senador pelo PTB-AL de tentar convocar jornalistas durante os trabalhos da CPI do Cachoeira.
Por Vera Magalhães

Depois das algemas, a cadeia

O Movimento 31 de Julho monta hoje, no Posto 9, em Ipanema, uma espécie de cadeia de frente para o mar. É para os réus do mensalão. A turma, como se sabe, criou o concurso Algemas de Ouro, vencido este ano por José Sarney.

Manchetes dos jornais

Estado
Itaqui - Bacanga:Insegurança mortal - 220 homícios em são Luís só nos primeiros quatro meses de 2012
Jornal Pequeno:Banhistas ignoram a interdição e correm risco nas praias de SL
O Debate:SSP desarticula quadrilhas especializadas em assaltos a bancos
O Estado do MA:São Luís ganhará corredor metropolitano em 2014
Região
Diário do Pará:Dívida com INSS amarra prefeituras
Jornal do Commercio:O poder sem segredos
Meio-Norte:Dada largada do Prêmio de Inclusão
O Povo:Tendência - Como o brasileiro se comporta na web?
Nacional
Correio:Maioria dos deputados é contra 14º e 15º salários
Estado de Minas: Vidas secas
Estadão:Governo quer cortar ICMS para baratear telefone
Folha:Custo sobe e corrói lucro de empresas brasileiras
Globo:Novo golpe em aposentados frauda o crédito consignado
Zero Hora:Roubo de carro faz disparar preço do seguro na Capital