terça-feira, 17 de abril de 2018

MANCHETES DO DIA

 -  Decisão judicial impede Astro de disputar reeleição na Câmara




Chuvas ainda  castigam


Mais crédito e menos juros para financiar a casa própria


 Coordenadores e diretores do sistema prisional afastados


OAB engrossa a defesa do Hospital da Criança

Indicações políticas travam processo de venda da Eletrobrás

 Maioria apoia prisão após condenação na segunda Instância

Caixa reduz juros para casa própria

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Violência no Brasil


MANCHETES DO DIA

 -  Justiça suspende eleição da Câmara Municipal de São Luís




Corrupção no governo Dino repercute no país


Taxa de homicídio recua


 Os bastidores das investigações sigilosas de fraudes no Brasil


Pais de pacientes se unem em defesa do Hospital da Criança

"Pauta bomba" no Congresso põe contas públicas sob risco

 Criticado na capital, Dória lidera disputa pelo estado

Desempregados buscam vagas a mais de um ano

sexta-feira, 13 de abril de 2018

MANCHETES DO DIA

 -  Médico preso na operação pegadores é encontrado enforcado em apartamento em Teresina

Dramas das chuvas


Chuvas continuam a castigar cidades


Palocci negocia delação e pode complicar Lula

 Maior operação contra facções cumpre 153 mandatos



Terrenos da União em Vicente Pires vão ser regularizados

PT e Planalto fazem lobby no STF contra prisão em 2º grau

 Brasil terá de aceitar cotas para fugir de taxa do aço dos EUA

Com caso Palocci, STF chancela prisão preventiva

quinta-feira, 12 de abril de 2018

MANCHETES DO DIA

 -  Cruz Vermelha vai buscar ajuda internacional para vítimas de enchentes no interior do Maranhão




Chuvas causam mortes no interior


Em pauta, FGTS para quem pedir demissão

 Ceará fica mais desigual



 MP revela trama de políticos e empresas em fraude no Mané 

Inquérito vai á Justiça eleitoral e Alckmin fica fora da Lava Jato

 Obra para filha de Temer foi paga pela mulher de coronel

 Inquérito contra Alckmin é enviado á Justiça Eleitoral

quarta-feira, 11 de abril de 2018

MANCHETES DO DIA

 -  Governadores viajam a Curitiba e são impedidos pela Justiça de visitar Lula



Municípios debaixo d´água
Movimento no STF reduz esperança de Lula


 Passagens aéreas ficam 58% mais baratas



 Destruição e confronto em ato a favor de UnB

Moro diz que STF impediu "grande retrocesso"
 Fundador do Facebook não convence Senado ao depor

 Sem verba, intervenção suspende 63 ações no Rio

segunda-feira, 9 de abril de 2018

MANCHETES DO DIA

 -  Homem que matou ex-mulher é preso e confessa o crime




Requalificação da Rua Grande tem início das obras hoje
Renasce a força e a raça


 Ceará é bicampeão

 Lula aposta que STF lhe dará liberdade

Presidenciáveis disputam espólio eleitoral de Lula
 Após prisão, PT diz que Lula ainda é candidato

 Reação à prisão de Lula 

domingo, 8 de abril de 2018

Cargill está com mais de 100 vagas abertas para estágio em 2018 para estudantes universitários

A gigante do agronegócio Cargill está com mais de 100 vagas abertas para estágio em 2018 para estudantes universitários com conclusão do curso prevista entre dezembro de 2018 e julho de 2020. São oportunidades nos estados da Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Roraima, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. Ao todo, há vagas em 39 cidades do país.
Quem quiser participar deve se candidatar até 25 de abril no site da empresa  (http://novostalentoscargill.com.br/cargillnovostalentos/).
Os cursos de interesses da Cargill para o programa de 2018 são: Administração, Agronomia, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Medicina Veterinária, Engenharias (Agronômica, Agrícola, Alimentos, Mecânica, Química, Produção), Zootecnia, Ciência Política, Direito e Relações Internacionais.
O processo seletivo inclui testes on-line, análise dos formulários de inscrição, avaliação on-line realizada pela recrutadora parceria, a Cia de Talentos, e entrevista final. O início do estágio está previsto para julho de 2018.
O valor da bolsa-auxílio varia de acordo com o período e a região do estágio, e os benefícios incluem assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale alimentação ou refeitório no local e auxilio transporte.
Ao longo do programa, o estagiário terá o acompanhamento de um tutor que será responsável por seu desenvolvimento, orientará suas atividades e fará as avaliações semestrais. 
Desde o ano passado, a empresa diz ter feito mudanças no processo de seleção com o objetivo de atrair perfis mais diversos. Com isso, conta a Cargill, “foi possível a contratação de 40,1% de mulheres e o triplo de estudantes de faculdades com classificação com menos de quatro estrelas, segundo avaliação do MEC”.
Uma das estratégias adotadas para isso foi que os candidatos não poderiam dizer em seus currículos e nem na entrevista final em qual instituição tinham estudado. O objetivo era evitar a correlação entre o candidato e a reputação da instituição e focar no que importa: “as habilidades apresentadas pelo estudante”.
“O fato de o nome da faculdade que estudo ter sido omitido contribuiu bastante para a minha seleção. Muitas vezes as pessoas se impressionam com a instituição de ensino, mas sinceramente não é a instituição que fará de você um bom profissional. O talento e as habilidades requeridas para atuação não se encontram dentro da faculdade, mas sim dentro da pessoa. Torço para que os processos seletivos mudem e ocorram da mesma forma que o meu”,  conta a estagiária da área tributária da Cargill Fernanda Araújo Silva.
Para a gerente tributária da Cargill, Flavia Baruzzi Koiffman, a ausência do nome da instituição no processo seletivo tira o viés, o preconceito ou predileção por uma universidade, de forma que o foco é integral no candidato. “Uma pessoa curiosa, interessada, protagonista de suas escolhas pode estudar em qualquer universidade. Nessa fase da carreira, entendo que o foco deve ser a pessoa, porque o refinamento das competências técnicas vem com o tempo e a experiência contribui para o desenvolvimento, potencializando o conhecimento adquirido na faculdade. Não acredito que seja o contrário”, ressalta.
A Cargill produz e comercializa internacionalmente produtos e serviços alimentícios, agrícolas, financeiros e industriais. Em parceria com produtores, clientes, governos e comunidades, e por meio de 150 anos de experiência, ajuda a sociedade a prosperar. Possui 155 mil funcionários em 70 países que estão comprometidos em alimentar o mundo de forma responsável, reduzindo impactos ambientais e melhorando as comunidades onde vivem e trabalham. No Brasil desde 1965, é uma das maiores indústrias de alimentos do País. Com sede em São Paulo (SP), a empresa está presente em 17 Estados brasileiros por meio de unidades industriais e escritórios em 191 municípios e mais de 10 mil funcionários. Para mais informações, visite www.cargill.com e a central de notícias. 

FRASE DO DIA - FREI BETTO

"Por formação e princípio cristão, não confundo amizades com divergência de ideias."

Cacá Diegues - Um herói do povo


Tendo que escrever meu artigo na sextafeira, dia 6 de abril, ignoro se a Federal foi buscar Lula no sindicato dos metalúrgicos, em São Bernardo, ou se ele se entregou em Curitiba. De repente, a história se torna veloz demais, não espera pelo artigo de ninguém, as eras se sucedem em horas. Talvez minutos. Nesse caso, é também difícil dizer alguma coisa que já não tenha sido dita sobre Lula e sua eventual prisão.
Lula foi um sonho que todo brasileiro acalentou um dia. Não quero dizer sonho como quem diz o inalcançável ou o irrealizável. Sonho, aqui, é como quem diz esperança. Uma esperança que começa com um cara muito pobre, vindo do Nordeste faminto, um rapaz retirante, sem eira nem beira, que acaba por nos encantar porque é um gênio político e tem um projeto lindo.
Depois de alguns anos de atividade sindical e campanhas eleitorais meio ingênuas, Luiz Inácio Lula da Silva se reconstruiu para o eleitor, graças sobretudo a uma carta milagrosa destinada ao povo brasileiro, que a leu e gostou, em 2002. Nela, entre sinceras juras de fidelidade e promessas de justiça e progresso para todos, Lula prometia tudo o que mais queríamos naquele momento de raro equilíbrio no país, o momento posterior aos dois mandatos bem-sucedidos de FHC. Paz e amor.
Lula haveria de cumprir o que prometera. Apesar do interregno surpreendente e sórdido do mensalão, em que mal podíamos acreditar na lama que alguns faziam correr por baixo dos avanços do governo, o presidente se impunha e a seu partido, o PT, como responsável pela manutenção da inflação baixa, o significativo crescimento econômico, a dívida externa em dia, o consumo popular generoso, a mobilidade social de boa parte da população. Éramos o centro das atenções do resto do mundo, convencido de que o Brasil encontrara finalmente o seu futuro. E isso o país devia a Lula, the guy (o cara), como o nomeara com admiração Barack Obama, em encontro internacional de cúpula.
No fim desses gloriosos oito anos de sucesso, com 85% de aprovação dos brasileiros, o presidente impôs, graças a seu justo e inabalável prestígio, sua sucessora. Foi no rastro dos desacertos econômicos e sociais do governo Dilma Rousseff — com a volta da inflação, a perda do poder aquisitivo da população, o crescimento desmesurado do desemprego, o PIB em queda, a violência urbana desenfreada, o recuo em avanços obtidos pelo governo anterior, da crise na Petrobras à campanha do impeachment — que floresceram as acusações que alimentaram os inimigos de Lula. Inimigos que se multiplicaram a partir daí.
Lula colaborou com a construção dessa nova imagem de arrivista e corrupto. Minha primeira grande decepção com ele — meu herói na luta contra a ditadura, na organização dos operários em São Paulo, na criação de um novo partido popular, reformista e ético — foi quando li sua declaração, feita com certa comicidade, de que agora ele preferia usar terno e gravata, em vez do macacão operário, do qual graças a Deus se livrara. Isso dito por um homem que caíra nos braços do que havia de mais conservador na política nacional, do velho PMDB aos ruralistas de Kátia Abreu.
A gente ia perdoando tudo, em nome do que Lula já dissera e fora, quando esbarramos com a descoberta do sítio de Atibaia e com o tríplex no Guarujá. Mesmo que nenhuma das duas propriedades lhe pertencessem, um líder popular como aquele não podia estar envolvido com tais vantagens classistas, não tinha o direito de nos desiludir desejando aquilo que seu povo não podia possuir.
Não consigo imaginar Martin Luther King levando um tiro na sacada de um hotel de luxo. Ou Nelson Mandela passeando nos jardins da mansão que o governo da África do Sul lhe havia oferecido e ele recusara. Isso para não falar no mais radical Mahatma Gandhi. Na cabeça de seus eleitores e seguidores, Lula era um desses heróis. Agora, a impressão que ele podia nos dar, era a de que desistira de seu papel original e se tornara um político burguês, progredindo na vida como outro qualquer.
Apesar de, para mim, ter perdido aquela aura de “herói do povo”, não considero e nunca considerei Luiz Inácio Lula da Silva um bandido. Como escrevi no início deste artigo, não sei como se completou o drama de sua prisão. Mas, por tudo o que representou e fez pelo país, tanto no plano político e de governo, quanto no plano simbólico, ele não merece ser preso.
Ouço dizer que Lula tem que ser preso porque a lei tem que ser igual para todos. Mas será que ele é mesmo igual a Sérgio Cabral, a Eduardo Cunha ou Geddel Vieira Lima, aos funcionários da Petrobras ou da Odebrecht que estão em cana, tantos outros mais dessa estirpe? Sinceramente, não acredito nisso.

*Cacá Diegues é cineasta