domingo, 7 de julho de 2024

Jornalista maranhense lança livro em Brasília sobre município de Bom Lugar

O jornalista Marcos Linhares

O jornalista e escritor Marcos Linhares lançou em Brasília o livro 
Pedro e Luzia Reis - A invasão da terra e da memória em Bom Lugar, município maranhense. O lançamento aconteceu na Biblioteca Nacional de Brasília. As filhas do casal, no qual o livro se baseia, estveram presentes para contar um pouco da história e responder perguntas.

A obra, que conta uma história real, tem como objetivo mostrar a importância do legado deixado pela família Reis, no município maranhense. Após a morte de Pedro, seus herdeiros lutam para resgatar a memória e patrimônio da família, que não desejam que se perca em uma briga por propriedade. A narrativa mergulha na história do país, no modelo político coronelista e na democracia moderna. 

Marcos Linhares iniciou as entrevistas para o livro no final de 2020, somando quase quatro anos de trabalho. "O processo de escrita passou pela estruturação do livro, análise de material e documentos, entrevistas com diversas fontes, tudo para entender e poder repassar toda esta jornada envolvendo a família Reis", relata o escritor. A parte final do livro é um anexo de 90 páginas apenas de documentos utilizados no processo. 

Acompanhado das filhas do casal, Marcos viveu diversas reviravoltas na história durante a escrita do livro. "Um dos grandes desafios foi conseguir acompanhar a dinâmica dos fatos, pois muitas ações policiais e judiciais e outras surpresas foram aparecendo para a família durante o processo de escrita. Ligar os pontos, analisar e mostrar documentos e fatos conectados foi um processo demorado, mas necessário. Tudo  sem deixar de tentar mostrar o legado, as memórias e a importância do que foi construído em Bom lugar pelo casal Pedro e Luzia Reis", revela Linhares. 

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sexta-feira, 5 de julho de 2024

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quinta-feira, 4 de julho de 2024

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quarta-feira, 3 de julho de 2024

terça-feira, 2 de julho de 2024

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segunda-feira, 1 de julho de 2024

Tirinha do dia - Adão Iturrusgarai

 


O Globo - Abuso de emendas de relator se repete nas de comissão

No final de 2022, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou que as emendas ao Orçamento conhecidas pela sigla RP9 — ou “emendas do relator” — eram inconstitucionais. Sustentáculos do orçamento secreto, elas pecavam pela falta de transparência ao omitir o parlamentar responsável por destinar a verba. Os ministros da Corte entenderam que isso feria a Constituição. Na época, a então presidente do STF, Rosa Weber, declarou que o pagamento das emendas de relator era “recoberto por um manto de névoas”. De lá para cá, as RP9s acabaram, mas o nevoeiro não se dissipou. Só mudou de lugar.

Há dois anos, as emendas de comissão, indicadas por colegiados temáticos do Congresso e identificadas pela sigla RP8, somavam R$ 474 milhões. No Orçamento deste ano, são R$ 15 bilhões. Repetindo a prática anterior, não revelam quem destina as verbas. Em decisão recente, o ministro do STF Flávio Dino impôs uma audiência de conciliação entre Executivo e Legislativo para esclarecer a prática. “Não importa a embalagem ou o rótulo (RP2, RP8,‘emendas Pix’ etc.). A mera mudança de nomenclatura não constitucionaliza uma prática classificada como inconstitucional pelo STF”, disse.A fatia do Orçamento nas mãos dos congressistas brasileiros — da ordem de R$ 50 bilhões — é uma anomalia. Parlamento de nenhum país chega perto, por boas razões. Destinar verbas é tarefa do Executivo. Quando interesses paroquiais são usados como bússola, invariavelmente há desperdício. Regiões com padrinhos poderosos acabam com um pedaço desproporcional do dinheiro, enquanto outras mais necessitadas ficam à míngua.

Os exemplos são eloquentes. O Ministério da Saúde, revelou reportagem do GLOBO, reservou neste ano R$ 5,7 bilhões em emendas de comissão. Desse total, R$ 444 milhões irão para Alagoas, valor semelhante ao destinado a Minas Gerais, com sete vezes mais habitantes. Os alagoanos estão no topo do ranking per capita de emendas na Saúde, com R$ 142. Num distante segundo lugar, aparece o Piauí, com R$ 78.

Os defensores dessa distorção gostam de lembrar que o estado é o segundo pior colocado em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Curioso que o Maranhão, último no ranking, receberá menos da metade do valor per capita destinado a Alagoas (R$ 66). O argumento do IDH é falacioso, por não destacar o nível de cobertura médica. Em leitos do SUS por 100 mil habitantes, Alagoas está em melhor situação que Sergipe, Amazonas, Pará, Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, revelam dados do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde. Em médicos por 100 mil habitantes, fica à frente de Bahia, Ceará, Piauí, Amapá, Roraima, Acre, Amazonas, Pará e Maranhão.

“Temos acompanhado uma série de levantamentos em que o gasto parece atrelado ao interesse eleitoreiro”, diz Juliana Sakai, diretora executiva da Transparência Brasil. “Trata-se mais de conseguir um quinhão para ajudar algum grupo e se promover eleitoralmente que de atender às necessidades do cidadão.” Com recursos escassos, as emendas de comissão são um descalabro orçamentário comparável às do relator. Pelos mesmos motivos: valores altos, falta de transparência e de critérios técnicos. Cidades com conexões políticas recebem acima do razoável, enquanto milhões seguem na penúria.

    NOS JORNAIS

                                                                                                                                                                                                                                                                                             Evento reúne lideranças no lançamento da pré-candidatura de Duarte à prefeitura de São Luís

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