O Grande Circo Místico é o 18º longa-metragem de Carlos Diegues, um dos nomes mais importantes da cultura e do cinema brasileiros. Inspirado no poema de Jorge de Lima e com músicas de Chico Buarque e Edu Lobo.
Histórias da Fome no Brasil mostra uma cronologia da fome no país. Do Brasil Colônia, onde foram plantadas as sementes das desigualdades sociais, até as políticas públicas recentes que culminaram na saída do Brasil, em 2014, do Mapa da Fome divulgado pela ONU, retratamos como se deu o enfrentamento deste mal por parte da sociedade e do governo.
Ficha técnica
Roteiro: Camilo Tavares
Fotografia: Ralf Tambke
Edição: Fernando Vidor
EDUARDO GALEANO VAGAMUNDO
Felipe Nepomuceno | Brasil | 2018 | 70 min
Produtora realizadora: Nepomuceno Filmes
Livre
Sinopse:
Um filme dos abraços, para o maior contador de histórias da América Latina.
Ficha técnica
Roteiro: Felipe Nepomuceno
Fotografia: Breno Cunha, Pedro von Krüger, Lula Carvalho, Guga Millet, Walter Carvalho
Edição: Felipe Nepomuceno
Elenco: Eduardo Galeano, Ricardo Darín, Mia Couto, Paulo José, Francisco Brennand, João Miguel.
ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES E OS ROLLING STONES
Rosana Cacciatore, Elias Norberto da Silva, Juana Morais, José Guntin Rodriguez, Maurício Nunes e Sa | Brasil | 2018 | 25 min
Produtora realizadora: Elias Norberto da Silva e Sandro Livramento
Livre
Sinopse:
Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones é um documentário sobre inclusão, com duração de 25 minutos. Três jovens com deficiência, um deles paralisado cerebral e outros dois autistas, encontram na música uma forma de expressão e interação social. Gabriel, Eduardo e Felipe curtem rock e, por intermédio de uma musico terapeuta e dois psicólogos, que também são músicos, criam uma banda: Os Goiabeiras. O documentário mostra essa experiência musical, e, em especial, seu o caráter inclusivo.
Ficha técnica
Roteiro: Elias Norberto da Silva, Juana Morais, José Guntin Rodriguez, Maurício Nunes e Sandro Livramento
Fotografia: Juana Morais, José Guntin Rodriguez, Maurício Nunes e Rosana Cacciatore
Edição: Maurício Nunes e Rosana Cacciatore
Elenco: Banda "Os Goiabeiras", formada por Bárbara Trelha, Cauê Fantin Dietrich, Diogo de Oliveira Boccardi, Felipe da Silva Fedrizzi, Guilherme Francisco Coronado Rubio Ignácio e Luiz Eduardo Prestes da Silva
NUNCA ME SONHARAM
Cacau Rhoden | Brasil | 2017 | 84 min
Produtora realizadora: Maria Farinha Filmes
Livre
Sinopse:
Os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil. Na voz de estudantes, gestores, professores e especialistas, ‘Nunca me sonharam’ reflete sobre o valor da educação
Ficha técnica
Roteiro: Tetê Cartaxo, André Finotti e Cacau Rhoden
Fotografia: Janice D Avila e Carlos Firmino
Edição: André Finotti
Elenco: Christian Dunker, Renato Janine Ribeiro, Gersem Baniwa, Mel Duarte, Macaé Evaristo, Regina Novaes, Bernadete Gatti, Marcus Vinicius Faustini, Ricardo Paes de Barros, Alemberg Quindins
A RUA É NÓIZ
Eduardo Cunha Souza e Pedro Cela | Brasil | 2018 | 14 min
Produtora realizadora: 202B Filmes
Livre
Sinopse:
A Rua é Noiz é a periferia em cena. É a gente guerreira dos bairros e favelas sob os refletores da luz do sol e da luz da lua, que iluminam a luta dia?ria e rotineira do nosso povo forte. É uma vontade de conhecer a si mesmo, de revelar as identidades dos que moram em cada rua, beco e conjunto habitacional.
Ficha técnica
Roteiro: Eduardo Cunha Souza e Pedro Cela
Fotografia: Pedro Cela
Edição: Eduardo Cunha Souza e Pedro Cela
Elenco: bailarinos e equipe do Instituto Katiana Pena
ENROLADO NA RAIZ
Camila Caracol | Brasil | 2015 | 23 min
Produtora realizadora: Camila Caracol
Livre
Sinopse:
Mulheres negras falam sobre as diferentes formas de violência física e simbólica que o racismo impõe cotidianamente sobre seus corpos.
Ficha técnica
Roteiro: Camila Caracol
Fotografia: Camila Caracol
Edição: Camila Caracol
Elenco: Alda da Silva, Aline Serze Vilaça, Ana Paula Costa, Carla Valéria, Creuza Maria Oliveira, Geruza Menezzes, Juiana Costa, Juliana Rosa, Kayla Lucas França, Marianna Morena, Marina Gabriela, Paula Regina Cordeiro, Raissa Rosa, Simone Moraes, Vanesca Quintana
A CVC não incluiu São Luís (MA) entre os destinos com descontos de passagens aéreas para o Natal e Réveillon. Com mais de 10 mil passagens em oferta entre 20 de dezembro e 6 de janeiro de 2019, a maior operadora de turismo do Brasil, com mais de 1.300 lojas espalhadas em território nacional, está vendendo bilhetes de três companhias aéreas: Gol, Latam e Avianca. Entre os destinos, com saída de São Paulo, apenas Caldas Novas (GO) e Foz do Iguaçu (PR) não estão no Nordeste.
Quem viu na TV a imagem daquele senhor sentado diante de Jô Soares não teria como supor que ali estava um dos homens mais procurados pela ditadura militar. Falando baixo e sempre com frases curtinhas, meio tímido, era difícil imaginar que ele foi capaz de criar um mundo de obscenidades capazes de deixar Alexandre Frota ou Kid Bengala ruborizados. Casado por mais de 50 anos com Montserrat Santos, católica inquestionável, ele desafiou a igreja expondo vergonhas que eram jogadas pra baixo das batinas. Sem dar um tiro, ele fez uma revolução sem precedentes a partir de um quartinho de 4m² construído nos fundos da casa onde morava com a família.
Pela manhã, seu nome era Alcides de Aguiar Caminha,
datiloscopista da Divisão de Imigração do Ministério do Trabalho. À noite era
Carlos Zéfiro, pornógrafo que fez fama desenhando quadrinhos de sexo batizados
como “catecismos” (por conta da semelhança com os livrinhos usados nas
igrejas).
Essa transformação está descrita em O Deus Da Sacanagem, biografia
escrita pelo jornalista Gonçalo Júnior. O livro lançado pela editora Noir
traça uma trajetória que começa nos anos 1920, quando o pai de Alcides foi para
o Rio de Janeiro como funcionário da Farmácia Granado.
E foi na Cidade Maravilhosa, que nasceu, em 25 de setembro de
1921, o homem que tangenciou a fama das mais diversas formas. Por volta dos 12
anos, tentou ser jogador de futebol. Alimentou esperanças quando entrou para a
equipe mirim do São Cristovão de Futebol e Regatas (como goleiro), mas acabou
dispensado junto com toda a equipe depois de uma campanha fracassada. Depois
tentou carreira na música, se inscrevia em concursos de marchinhas, imitava
Orlando Silva como poucos e tornou-se parceiro de Nelson Cavaquinho e Guilherme
de Brito no clássico inabalável A Flor e o Espinho.
Mas o autor dos versos “tire seu sorriso do caminho que eu quero passar
com a minha dor” é também o autor dos quadrinhos Sonhos Eróticos e
Despedida de Uma Solteira. “É uma figura que extrapolou tudo que se
poderia imaginar sobre quadrinhos pornográficos. Um maldito, perseguido, nunca
preso, mas uma personalidade fundamental para a formação da sexualidade do
brasileiro”, defende Gonçalo que começou a pesquisa a partir de uma conversa
com Lillian Schwartz. “Ela estava organizando uma exposição no Masp (Histórias
da sexualidade) sobre sexualidade nas artes plásticas, quadrinhos. Ela dedicou
uma parte importante ao Zéfiro, como um desbravador”.
E ser um desbravador é o que dá a Zéfiro sua importância histórica. Ele
não foi o primeiro a produzir historinhas de sacanagem, nem se sabe o quanto
ele vendeu. Mas é certo que o funcionário público, que era um pai conservador,
foi o primeiro a criar um alter ego de nome factível e, com ele, assinou uma
produção em série. “Antes dele, os catecismos nem tinham autor ou, então, eram
nomes fictícios, brincadeiras como Martha T. Chupa, K-Cete ou Paul Nuku. 98%
nem eram assinadas. Como ele começou a assinar como uma pessoa de verdade, ele
fica popular e outras pessoas passam a assinar também. O nome ‘Carlos Zéfiro’
virou uma grife”, explica.
E foi como Carlos Zéfiro que Alcides desafiou uma época de caretice
ferrenha. Quando falar em orgasmo feminino era macular a imagem sagrada da mãe,
ele criou uma infinidade de personagens femininas que eram donas e
protagonistas da própria sexualidade. “Não diria que ele é um feminista. Não há
debate sobre o feminismo nas histórias dele. Acho que ele era libertário. Há a
liberdade para elas viverem sua sexualidade. Ele deve ter mudado a cabeça de
muita gente, ele deve ter feito muita gente ver a mulher na hora do sexo”,
comenta o autor que vê no pornógrafo um caráter até pedagógico ao dar dicas de
como se aproximar de uma mulher. “As oito primeiras páginas eram sobre
aproximação, convencimento, abordagem. Como o Alcides era um Don Juan, um
comedor, ele dizia que a mulher buscava sim prazer na cama”.
E essas aulas eram feitas através de um quadrinho tosco, pobre em
detalhes e que, mesmo tendo sido exercitado por décadas, não evoluiu em nada
com o tempo. Alcides chegou a estudar desenho e deu uma de arquiteto quando
projetava a casa de vizinhos no bairro de Anchieta. Zéfiro nasce quando um motorista
de ambulância soube do seu traço e pediu que lhe fizesse alguns desenhos de
mulher pelada. Felizes com o resultado, chamaram um vendedor de livros para
ajudar na distribuição do material. Nasceu ali um negócio que foi bem lucrativo
até a década de 1980. Lucrativo para quem produzia e distribuía, mas muito
pouco para o autor das histórias.
Para
Gonçalo, a história de Carlos Zéfiro teria duas ou três partes. A primeira é
quando ele precisa fazer desenhos eróticos para construir uma casa para a
família. A segunda, já com emprego fixo e com um cargo de chefia, é quando usa
seu alter ego para dar vazão a um lado libertino de quem, desde criança, tinha
atração por imagens eróticas, corpos curvilíneos e bocas carnudas.
Cobrado
por histórias cada vez mais escandalosas, ele trazia para os catecismos
zoofilia, sexo grupal, pedofilia e abusos sexuais, esses dois últimos com um
olhar crítico. Entre suas histórias mais famosas estavam A Pagadora de
Promessa, que teria vendido mais de 30 mil cópias, e “As aventuras de João
Cavalo”, republicado inúmeras vezes e que teria ultrapassado 1 milhão de
exemplares.
Mesmo
tendo sido um dos homens mais procurados do Brasil, Zéfiro cruzou os anos 1960
e 70 sem ser descoberto. Sua verdadeira identidade só foi revelada no início dos
anos 1990, numa reportagem da revista Playboy. Uma década antes, o interesse
por seus desenhos já havia sido substituído por milhares de filmes e revistas
bem mais acessíveis. Uma vez revelada a identidade, Zéfiro entra na terceira e
última fase de sua vida. Vive tempos de glória, reconhecimento, dá entrevistas
em todos os veículos de comunicação, ganha prêmios e participa da Bienal
Internacional dos Quadrinhos, ao lado do quadrinista novaiorquino Will Eisner e
do editor italiano Sérgio Bonelli, responsável pelo personagem Tex.
Alcides
e Zéfiro aproveitaram a fama tardia até o último momento. O primeiro faleceu na
noite de 5 de julho de 1992, voltando do aniversário de um neto. Dois dias
antes, havia dado uma entrevista para o Jornal O Globo dizendo que voltaria a
publicar suas histórias em breve, já que estava recuperado de uma trombose que
sofreu um mês antes e das dificuldades de visão. Ele até teria 50 novos
quadrinhos a apresentar. “O que impressiona é o quanto ele era ousado, ele era
subversivo. O código penal considerava o que ele fazia como pornografia, que
era crime. Ele conseguiu chegar, mesmo correndo risco, onde talvez só Marques
de Sade chegou”, compara Gonçalo Júnior.
Quatro
anos depois da morte de Zéfiro, Marisa Monte virou uma das musas do desenhista
quando lhe prestou uma homenagem na capa do disco Barulhinho Bom. Esse foi um
dos tributos póstumos que o pornógrafo recebeu. Alguns livros também tentaram
dar a real dimensão histórica de sua obra, assim como surgiram autores
assumidamente influenciados pelo seu traço. No entanto, em tempos de internet,
quando acompanhantes reais e virtuais estão à distância de um aplicativo, é
difícil imaginar alguém que ainda se esconda num banheiro com um catecismo mal
desenhado. Mas Gonçalo defende a importância do seu biografado. “A gente está
vivendo um momento em que a presença de Zéfiro acaba ganhando importância, que
é um momento de retrocesso moral e político. Nunca se matou tantos gays e
mulheres quanto agora. E esse é um livro que tenta fazer um mapa da sexualidade
do Brasil nos últimos 100 anos”. E projeta: “Espero que Zéfiro sirva com uma
reflexão sobre esse retrocesso, que a obra dele seja vista como leitura de uma
época.
Espero
que ele seja discutido. A história da sexualidade precisa ser discutida”.
Dois maranhenses estão no segundo listão dos indicados ao titulo de "Álbum de 2018" da Associação Paulista de Críticos de Arte: Pablo Vittar e Phil Veras. A cada semestre, 25 projetos são selecionados. Dos 50 das duas listas, apenas um é escolhido.
Confira a lista dos 25 eleitos deste segundo semestre:
Ana Cañas – Todxs (Guela Records) Baco Exu do Blues – Bluesman (EAEO) Bixiga 70 – Quebra Cabeça (Deckdisc) BK – Gigantes (Pirâmide Perdida Records) Cacá Machado – Sibilina (YB Music / Circus) Carne Doce – Tônus (Independente / Natura Musical) Diomedes Chinaski – Comunista Rico (Independente) Duda Beat – Sinto Muito (Independente) E a Terra Nunca Me Pareceu Tão Distante – Fundação (Balaclava Records) Edgar – Ultrasom (Deck) Gilberto Gil – OK OK OK (Biscoito Fino) Josyara – Mansa Fúria (Independente) Karol Conká – Ambulante (Sony Music) Laura Lavieri – Desastre Solar (SLAP) Luiza Lian – Azul Moderno (Selo Risco) Lupe de Lupe – Vocação (Geração Perdida de Minas Gerais / Balaclava Records) Mahmundi – Para Dias Ruins (Universal Music) Marcelo D2 – Amar É Para Os Fortes (Pupila Dilatada) Mulamba – Mulamba (Máquina Discos) Pabllo Vittar – Não Para Não (Sony Music) Phill Veras – Alma (Independente) Quartabê – Lição#2 Dorival (Selo Risco) Rodrigo Campos – 9 Sambas (YB Music) Samuca e a Selva – Tudo Que Move é Sagrado (YB Music) Teto Preto – Pedra Preta (Mamba Rec)
Os eleitos no 1º semestre de 2018 foram: Almir Sater & Renato Teixeira – + AR (Universal Music) André Abujamra – Omindá (Independente) Anelis Assumpção – Taurina (Pomm_elo / Scubidu) Autoramas – Libido (Hearts Bleed Blue) Ava Rocha – Trança (Circus) Cólera – Acorde, Acorde, Acorde (EAEO Records) Cordel do Fogo Encantado – Viagem ao Coração do Sol (Fogo Encantado) Craca e Dani Nega – O Desmanche (Independente) Dingo Bells – Todo Mundo Vai Mudar (Dingo Bells / Natura Musical) Djonga – O Menino Que Queria Ser Deus (CEIA Ent.) Elza Soares – Deus É Mulher (DeckDisc) Erasmo Carlos – Amor É Isso (Som Livre) Gui Amabis – Miopia (Independente) Iza – Dona de Mim (Warner) Jonas Sá – Puber (Selo Risco) Juliano Gauche – Afastamento (EAEO Records) Kassin – Relax (LAB 344) Malu Maria – Diamantes na Pista (Independente) Marcelo Cabral – Motor (YB Music) Maria Beraldo – Cavala (Selo Risco) Maurício Pereira – Outono No Sudeste Rashid – Crise (Foco na Missão) Romulo Fróes – O Disco das Horas (YB Music) Silva – Brasileiro (SLAP) Wado – Precariado (Independente) Para quem vai a sua aposta? Em 2017, o grande vencedor foi “Boca”, do Curumin.