sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

No Informa JP - JORNAL PEQUENO

Não de Washington
O vice-governador Washington Luiz Oliveira teria sido sondado pelo Palácio dos Leões sobre a possibilidade de ele ocupar a vaga no TCE que será aberta com a aposentadoria compulsória do conselheiro Yedo Lobão, mas recusou o convite. Washington, no entanto, antes de encerrar a conversa com o interlocutor da proposta fez a seguinte indagação: "Posso indicar minha filha?". Obteve o silência como resposta.

MUSEU DE TUDO: Jornal das Praias foi breve experiência no jornalismo de Zeca Baleiro

    Paralelamente à sua carreira de artista o cantor e compositor maranhense Zeca Baleiro desenvolveu experiências na imprensa na década de 90 em São Luís do Maranhão antes de se transferir de vez para São Paulo.
    O Jornal das Praias, publicação limitada em dois números, foi uma dessas experiências de Baleiro no jornalismo, curso que chegou a iniciar na Universidade Federal do Maranhão.
    O pretenso periódico quinzenal reunia jornalistas, poetas, artistas e agitadores culturais como o poeta e publicitário Marcello Silveira e a produtora Solange Bayma.
    Distribuído na orla da capital maranhense, quando a poluição das praias ainda era uma ameaça pelos  primeiros esgotos despejados pelos prédios plantados nas dunas do litoral da cidade, o jornal enfocava o universo cultural e ambiental da cidade.
    Produzido pela Margynália, oficina da imaginação, o primeiro número do Jornal das Praias circulou com uma dúzia de páginas em dezembro de 1990. Entre as reportagens e artigos um tratava do novo trabalho de Roberto Carlos, seguindo uma tradição natalina de RC.


Na Coluna do ILIMAR FRANCO

Sem ministério
A ida do deputado Gabriel Chalita (PMDB) para algum ministério subiu no telhado. Depois do veto de cientistas para a Ciência e Tecnologia, o PMDB resiste à ideia de remanejá-lo para o lugar de Gastão Vieira (Turismo).

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Deputado diz que VALE não tem responsabilidade social com o Maranhão

Estrada de Ferro Carajás
    O deputado estadual Hélio Soares tem uma visão cristalina em relação a Vale no Maranhão.  "A Vale não tem responsabilidade social alguma no Maranhão. Só no datashow e na propaganda", afirmou Soares em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa.
    O parlamentar propôs a abertura de canais de debate sobre as compensações que grandes como a Vale e Suzano. "São insignificantes", define o deputado.
   Ele antevê perspectivas desastrosas para a agropecuára, fauna, flora e recursos hídricos da região sul do estado diante dos impactos ambientais gerados pela plantação de eucalipto pela Suzano."Ninguém mais no Maranhão vai criar gado, porque todas as propriedade estão sendo arrendadas por esses grandes grupos", constata Soares.
    Na visão do deputado, o lucro rápido da plantação de eucaliptro tem contribuído para destruição irreversível do meio-ambiente no estado. "Esta casa tem que discutir as compensações", reclama Soares.
    O deputado aponta impactos que extrapolam questões ambientais em diversos municípios do corredor de exportação da VALE no Maranhão. "A gente se depara com uma catástrofe social", revela.
    Em Bom Jesus da Selva, um dos 23 municípios entrecortados pela Ferrovia Carajás, a explosão demográfica elevou a população em mais de 30% em curto período de tempo. Ele credita à duplicação da ferrovia da ferrovia o aumento da prostituição, assaltos no município. Com a duplicação o número de trens da VALE na ferrovia deve passar de 300 paa 600.
    Hélio Soares comparou relações distintas que a VALE mantém com Parauapebas (PA) e prefeituras maranhenses. Só de recolhimento do ISSQN (Imposto Sobre Serviços) são recolhidos aos cofres do município paraense R$ 22 milhões ao mês.
    "No nosso território de escoamento não existe nada absolutamente nada. Igarapé do Meio é um município onde a gente compra água, R$ 20,00 uma lata d’água, e a população ali vê o trem passar. Até o próprio Itaqui, que é o ponto final de escoamento, parece que não tem utilidade nenhuma", citou.
    O deputado diz está cansado de conversas infrutíferas com a direção da mineradora, uma das maiores do mundo. Na quarta-feira a VALE cancelou reunião que manteria com prefeitos da região sul do corredor da ferrovia, em Açailândia.
    Sobre a paralisação no município de Santa Rita ocorrido no mesmo dia, o deputado não vê maiores consequências. "A Vale não tem prejuízo nenhum. A paralisação é programada", afirma A proposta do parlamentar maranhense é agrupar os 23 municípios na Associação dos Municípios do Corredor da Vale,  incluindo as comunidades indígenas.
    "Vamos mostrar para o Brasil que essa propaganda da VALE não é verdadeira tanto quanto se prega nos meios de comunicação no nosso Maranhão", diz Hélio Soares.

Votos voando - ELIANE CANTANHÊDE

BRASÍLIA - O PIB de 2012 foi pífio, a inflação se assanha e a Petrobras derrete, mas as pessoas gastam e a popularidade de Dilma aumenta. Cadê a oposição? O gato comeu.
    O grande ausente da abertura do ano legislativo foi justamente quem mais deveria aparecer: o senador Aécio Neves, tido e havido como pré-candidato tucano à Presidência.
    Na eleição de Renan Calheiros à presidência do Senado, ele sumiu, resguardando-se do circo armado pelos tucanos: repudiaram Renan em público e liberaram o voto (secreto) nele por uma vaga na Mesa Diretora.
    Está aí parte da explicação para a discrepância entre o resultado oficial e a enquete feita pela Folha no Senado: 56 votaram em Renan, mas só 35 admitem que sim. Já o seu opositor, Pedro Taques, teve 18 votos, mas 24 juram que votaram nele.
    Pelo menos seis votos estão voando por aí e, de Aécio, não se ouviu um pio. Como também não se sabe onde ele se meteu durante a leitura da mensagem presidencial ao Congresso. Cabia ao governo enaltecer os feitos e abafar os malfeitos e, à oposição, aproveitar para criticar.
    Aécio, porém, não foi visto ouvindo a mensagem nem foi achado para comentá-la. Mesmo na tribuna, coube ao novo líder tucano no Senado, Aloysio Nunes Ferreira, fazer as vezes da oposição. Afinal, que oposição é essa? E que candidato é esse?
    Enquanto isso, o governador Eduardo Campos (PSB) foi impecável. Como não tem mandato nem de deputado nem de senador, atuou decisivamente nos bastidores (sem explodir pontes com ninguém) para que o PSB votasse contra Renan no Senado e atraísse a boa marca de 165 votos para Júlio Delgado, seu candidato na Câmara.
    As duas eleições colocaram mais tijolos na construção da imagem de Eduardo Campos. Quando os tucanos repetem como papagaios que ele "é governista e não tem condições de competir contra Dilma", leia-se: estão morrendo de medo de uma revoada para a candidatura do PSB.
Da Folha

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Encontrada reserva de gás natural em Trizidela do Vale
Região
Jornal do Commércio:Galo já começa o esquente da folia
Meio-norte:PF prende 25 quilos de cocaína e armas
O Povo:Assembleia desafia justiça e TRE manda nova notificação
Nacional
Correio Braziliense:Plano de saúde do servidor está sob intervenção
Estadão:Alves se reúne com Barbosa e muda tom sobre mensalão
Estado de Minas:Novos e velhos riscos no caminho até a folia
Folha:Agência reprova serviço de internet em celulares
O Globo:Presidente da Câmara desiste de desafiar STF
Valor:Safras recorde agravam déficit de armazenagem
Zero Hora:Megarreconstituição do incêndio: Perícia quer reunir os sobreviventes na boate

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Comissão da Verdade no Maranhão tem "sarneysta doente" como membro efetivo

    A Comissão Especial da Verdade no âmbito da Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão será fomada pelos deputados Doutor Pádua (BPM), Fábio Braga (BPM), Bira do Pindaré (BUD), Rubens Pereira Júnior (BPO) e Carlos Amorim (PDT), tendo como membros suplente os deputdos Magno Bacelar (BPM), André Fufuca (BPM), Eduardo Braide (BUD), Marcelo Tavares (BPO) e Valéria Macedo (PDT). A Resolução Administrativa que institui a Comissão da Verdade no Maranhão foi publicada na edição do Diário Oficial da AL nesta quarta-feira,6. A Comissão Nacional da Verdade investiga violações de direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988 no Brasil] por agentes do estado
   Notório defensor do senador José Sarney, o deputado Magno Bacelar (PV)  é autor da moção de repúdio na Assembleia Legislativa do Maranhão contra o vocalista do Capital Inicial, Dinho Ouro Preto, por causa das críticas feitas pelo cantor ao presidente do Senado, José Sarney, durante o Rock in Rio.
    Bacelar, cujo filho ameaçou com revólver grupo de pessoas em São Luís, defendeu a ilegalidade do presidente do Senado que utilizou helicóptero da PM do Maranhão em deslocamento não noficial.
     Sarney foi governador do Maranhão entre 1966-1971, período de recrudescimento da ditadura militar instalada no país em 1964.
    De acordo com o art. 1º da Resolução Legislativa n° 675/2012, colaborar com as ações da Comissão Nacional da Verdade, instituída no âmbito da Casa Civil da Presidência da República pela Lei n.º 12.528, de 18 de novembro de 2011, e com a Comissão Parlamentar Memória, Verdade e Justiça, criada no âmbito da Câmara dos Deputados.

Depois da 'mordaça', a impunidade - JORGE MARANHÃO

    Contra a chamada PEC da Impunidade, enfim a sociedade organizada começa a reagir. Depois da famosa "Lei da Mordaça ao Ministério Público’,’ de Paulo Ma-luf, que está apenas engavetada e pode voltar a qualquer momento, temos agora a PEC 37, que quer restringir o poder de investigação do Ministério Público, e cujo autor é o deputado federal Lourival Mendes (MA), delegado de polícia. A PEC propõe que qualquer investigação criminal seja realizada exclusivamente pelas polícias Federal e civis, cabendo ao Ministério Público apenas o acompanhamento de cada caso. Desde que foi aprovada em dezembro na comissão especial, podendo ser encaminhada a qualquer momento à votação no plenário da Câmara Federal, a sociedade civil já divulgou três manifestos de alerta à cidadania.
    O primeiro foi dos procuradores de São Paulo, um abaixo-assinado que virou o ano com 30 mil assinaturas. O segundo foi da Rede Articulação Brasileira contra a Corrupção e a Impunidade, cujas 90 entidades de combate à corrupção lançaram uma nota de repúdio à PEC 37. Já a Associação Nacional dos Procuradores da República lançou o seu decálogo de conscientização sobre a importância do poder de investigação do Ministério Público, lembrando que o próprio STF já definiu a constitucionalidade desta sua prerrogativa. Além de alertar que tal exclusividade atingirá também a Receita Federal, a CGU, o Coaf, a Previdência Social, o Ibama, a CVM e outros órgãos de fiscalização e controle que também poderão ter suas funções investigatórias questionadas.
    Junte-se a isto que nem todos os setores da própria polícia apoiam a PEC 37, como, por exemplo, a Federação Nacional dos Policiais Federais, que fez questão de assinar o decálogo do Ministério Público, com o entendimento de que seu enfraquecimento é um grande retrocesso. E assim também entendem as associações dos magistrados brasileiros e dos juízes federais.
    O que se questiona, portanto, não é o modelo do procedimento investigatório que deve mesmo ser seguido das instituições policiais. Mas daí, tratar toda e qualquer investigação como função exclusiva da polícia vai uma longa distância. Porque nada que é exclusivo numa democracia é bom para os cidadãos. Basta lembrar o caso recente da queda de braço entre o Conselho Nacional de Justiça e as corregedorias dos tribunais, quando se pacificou no próprio STF que o poder de um órgão não extingue o do outro. Na verdade, eles se complementam.
De O Globo

"Forró de plástico" domina programação do carnaval bancado pelas prefeituras no Maranhão

    O ritmo do carnaval maranhense é o forró. Predominante na programação do interior do estado, o forró importado é o primeiro teste para os prefeitos diante dos eleitores. Ao menos assim pensam os que destinam parte do orçamento para custear cachês de bandas quase todas de estados vizinhos ao Maranhão. Materiazam enfim a evasão de divisa para além das divisas do estado.
    O negócio é tão bom que até prefeitos com histórico na oposição, como o ex-deputado federal Ribamar Alves (PSB) e o ex-deputado estadual Luciano Leitoa (PSB), dão o braço a torcer.
    Para se ter uma ideia do investimento. Levantamento feito em 15 municípios revela participação de três dezenas de bandas. Todas contratadas fora do estado do Maranhão.
    Em algumas prefeituras o carnaval é um escândalo. O prefeito de São Bento, pobre município da pobre região da Baixada Ocidental Maranhense, programou 18 bandas para a temporada. Sete delas são representantes do estilo que o compositor paraibano e secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, batizou de forró de plástico.
    Para agradar a patuleia - assim pensam e não falam os políticos - há prefeitos que afinado com o senso carnavalesco. Em São Mateus, por exemplo, o prefeito Milton Aragão (PSB) assumiu, e no oitavo dia de mandato, e logo decretou estado de emergência, "diante do caos que encontrou as finanças do município".  Com a ajuda do governo do estado, o ex-petista vai partrocinar o carnaval com participação de duas bandas de forró. Não é pouco , sendo que uma delas, a Forró Sacode, está entre as mais cultuadas pelo público consumidor deste estilo musical híbrido.
    Saber o valor dos cachês pagos pelo erário é missão impossível. Imponderável no mercado, neste carnaval rarearam as licitações para contratação de empresas realizadoras de festas (luz, palco e bandas). Sem Portal da Transparência, a cultura por debaixo dos panos permece como um negócio e tanto.
    Por baixo da lona do circo, as negociatas acontecem entre prefeitos e produtores. Escolanado no mercado de acordo com o sucesso dos shows e execução em rádios, o valor  do cachê não mensurável  se torna a porta para escoar recursos públicos com alegria e aprovação popular, principalmente da juventude. Há prefeitos dando pulinhos de alegria nesse primeiro mês, mas já pensando em ir à marcha dos prefeitos em Brasília para estender o pires e chorar miséria até nos cabarés da Corte.
O forró está no carnaval de:
Anajatuba - Forró Estourado Elétrico
Alto Alegre do Pindaré – Forró do Bole-bole
Bacabal - Forró Acelerado
Barra do Corda - Forró Sacode, Desejo de Menina

Brejo – Forró Moral,Forró Elétrico,Forró Acelerado,Forró Ligado
Caxias – Forró Sacode
Chapadinha – Forró Muído, Forró Pegado, Forró Cavalo de Pau, Catuaba com Amendoim
Cururupu – Brasas do Forró, Capítal do Sol e Forró Moral (Fortaleza-CE)a
Pinheiro – Forró Estourado (Governo do estado)
Santa Inês - Forró Sacode
São Benedito do Rio Preto – Forró ti Pego, Catuaba com Amendoim, Cintura Elétrica
São Bento – Forró do Peso, Forró da Balada, Forró Tarado, Furacão do Forró, Mala 100 Alça, Forró Zanzibar
São João Batista - Forrozão Free Lance, Forró Cangaço
São Mateus - Furacão Elétrico, Sacode Elétrico (Governo do estado)
Timon - Forró do Negão, Agitação, Forrozão Classe A, Forrozão Chifre de Bode
Urbano Santos - Forró Tunado, Forró Pegação

Museu de Tudo: Corso no carnaval de São Luís (MA)

Corso na Praça Gonçalves Dias - Arquivo Pessoal: Camilo Gomes dos Santos

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Aqui-MA: Casa da Mãe Joana
Jornal Extra: Astro de Ogum quer revirar contas do arco da velha
Jornal Pequeno:Homicídios em São Luís são cinco vezes maiores do que em São Paulo
O Estado do MA:Governo distribuirá 220 mil kits escolares a estudantes
Região
Jornal do Commércio:Galo muda trânsito hoje
Meio-norte:PSF chegará a 100 de cobertura em Teresina
O Povo:R$ 800 para tirar pontos da carteira de motoristas
Nacional
Correio Braziliense:Petrobras quer gasolina mais cara. Mantega, não
Estadão:Ações da Petrobras desabam e Graça vê 2013 mais difícil
Estado de Minas:Aprovação na UFMG foi mais difícil pelas cotas
Folha:Dilma muda regra para salvar pacote de infraesterutura
O Globo:O tombo da gigante: Petrobras vê 2013 pior e ações despencam 8%
Valor:Crédito e desoneração vão combater alta de alimentos
Zero Hora:Argentina repete erro do passado e congela preços

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

O Congresso sai do armário - ARNALDO JABOR

O congressista bateu no peito e me disse, em alto e bom som:
    "Vocês não sabem o que é a mente de um deputado ou senador. Durante muito tempo, fomos criticados como os mais corruptos soldados do atraso nacional, porque os brasileiros vivem angustiados, com sensação de urgência. Problema deles: apressadinhos comem cru. Nosso conceito de tempo é outro. É doce morar lentamente dentro dessas cúpulas redondas, não apenas para 'maracutaias' tão "coisas nossas", mas porque temos o direito de viver nosso mandato com mansidão, pastoreando nossos eleitores, sentindo o 'frisson' dos ternos novos, dos bigodes pintados, das amantes nos contracheques, das imunidades para humilhar garçons e policiais. Detestamos que nos obriguem a 'governar'.
    Inventaram as tais 'fichas limpas', nos xingavam de tudo, a ponto de nossa credibilidade ficar realmente abalada. Pensamos muito no que fazer para limpar o nome do Congresso. Mas a pecha de traidores colou em nós. Não podíamos ficar expostos à chacota da opinião pública, nem ser admoestados pelo Supremo Tribunal Federal, que resolveu se meter em política, principalmente depois que aquele negão pernóstico (bons tempos em que chamávamos mulatos cultos de 'pernósticos'), resolveu pegar em nosso pé.
    Tivemos então a grande ideia, graças a nosso eterno líder Sarney, de fazer algo impensável! Ele já tentara votar 3.000 MPs em um só dia, lembram? Aquilo nos inspirou e resolvemos então: vamos sair do armário!
    Resolvemos assumir o que dizem de nós. Vocês não imaginam o alívio que isso despertou em todos nós. A gente andava cabisbaixo nos corredores, humilhados nas ruas, vaiados em restaurantes, até que veio a ideia genial. A vitória de Renan e Henrique Alves será uma bofetada na cara dos moralistas de direita, essa UDN difusa como bem denunciou nosso companheiro Dirceu. Como foi simples a ideia! Foi oriunda do próprio Renan, e apoiada pelos companheiros peronistas do PT. É isso mesmo, qual é? Não somos santos coisa nenhuma. Somos cobras criadas. Nós somos escolhidos entre os mais espertos dentre os mais rombudos. A estupidez nos fornece uma estranha forma de inteligência, uma rara esperteza para golpes sujos e sacos puxados. Nós somos fabricados entre angus e feijoadas do interior, em favores de prefeituras, em pequenos furtos municipais, em conluios perdidos nos grandes sertões. Nós somos a covardia, a mentira, a ignorância. Nós somos a torta escultura feita de gorjetas, de sobras de campanha, de canjica de aniversários e água benta de batismos. Somos mesmo, e daí?
    Para nós, "interesse nacional" não existe. Estamos aqui para lucrar - se não, qual a vantagem da política?
    Vocês não imaginam a delícia de sermos chamados de "canalhas", o prazer de se sentir acima da ridícula moralidade de classe média.
    O PMDB está de parabéns - assumiu que nossa bandeira eterna é a visão de mundo do Sarney, nosso guia. Vocês viram como ele chorou no dia em que passou a presidência para o Renan? Ele chorou por sua vida de lutas para manter nossa doce paralisia, a cordial tradição de patrimonialistas e oligarcas. Ele não chorou pelo Maranhão, que domina há 60 anos - chorou por si mesmo.
Que alívio! Não lutaremos mais para demonstrar boa conduta. Ao contrário, queremos o descrédito popular para sempre. Assim, esses jornalistas metidos a vestais terão o que merecem, pois o povo vai desistir de nós. Não julgarão mais nossos atos, pois saberão que é inútil. Queremos que o público perca qualquer esperança de mudanças. Queremos a desesperança do povo, queremos uma opinião pública angustiada e enojada de nós. Assim, teremos o sossego da irresponsabilidade total!
    E o inesperado poder que isso nos deu? É maravilhoso. Estamos unidos por nossa verdade, como um movimento de minorias, como gays, sei lá. Podemos apoiar e bloquear o Executivo sem hesitar, principalmente porque contamos com o apoio incondicional de nossos companheiros peronistas do PT. Como não pensamos nisso antes?
    Por exemplo, outro dia, o companheiro Gilberto Carvalho, da Casa Civil de d. Dilma Rousseff disse:
    "Em 2013, o bicho vai pegar!" Que será que ele quis dizer? Vai pegar em quem? E que bicho? A cobra urutu-cruzeiro, o bicho de sete cabeças ou o chupa-cabras? Eu acho que ele deu uma dica de que o bicho vai pegar na liberdade de expressão... Por quê? Porque nos últimos dias, houve indícios de um desejo antigo dos companheiros do PT: o controle da mídia. Isso. Para eles é uma questão 'ideológica', mas, para nós, um feriado luminoso. Imaginem o descanso de Jucá, Lobão Pai e Filho, Renan - que brilhantemente glosou a máxima de que 'fins justificam meios' com a frase imortal: "Ética é um meio, não um fim" ou a bela bravata do Lobinho: "O último que quis ser vestal aqui foi desossado!" (assim como os bois imaginários do Renan e Jucá). Eles querem a imprensa? Nós topamos tudo. Podem levar.
    Aliás, houve várias mensagens cifradas do PT.
    Em Cuba, o nosso Lula, que foi lá para ver se o Chávez ainda está vivo, declarou na ilha que a imprensa é inimiga do povo, que ele é atacado pelos capitalistas do mal, etc... O Rui Goethe Falcão repetiu a lengalenga. No outro dia, o Dirceu fez um discurso conclamando a 'militância' a lutar contra a direita da imprensa e o heroico ex-jornalista Franklin Martins está se encontrando com a presidente. Se for esse o bicho que vai "pegar", contem conosco. Seria maravilhoso não só para os comunas esse muro de Berlim, mas para nossos malandros da "mão grande", melhor ainda.
    A Dilma andou dizendo que nunca permitirá a censura à imprensa... Vamos ver. Ela é brava, mas não vai resistir ao cerco político de seus stalinistas e de nossos puxa-sacos bem treinados, num país onde a oposição se suicidou por burrice e preguiça, o bicho pode mesmo pegar. Estamos às ordens.
    Parabéns Renan e Henriquinho, vocês são nossos vingadores.
De o Estadão

Triste legislatura - MIRIAM LEITÃO

    Na economia, o ano não começou muito bem, mas pode melhorar. Na política, sem chance. A foto do ex-presidente Fernando Collor e do novo presidente do Senado, Renan Calheiros, rindo lembra aqueles pesadelos em que ficamos prisioneiros de uma cena que se repete. A frase de Lobão Filho sobre a vestal desossada parece uma confissão coletiva de mau comportamento.
    Segundo Lobão Filho, "a última vestal nesta Casa foi desossada pela imprensa - Demóstenes Torres. Então, não há ninguém para levantar o dedo ao Renan Calheiros". Primeiro, acreditou na hipocrisia de Demóstenes quem quis. Segundo, ele perdeu mandato não pelo que disse, mas pelo que fez. Praticava o que condenava. Há outros defensores da ética que não são "desossados". E isso porque simplesmente se comportam como os princípios que defendem. Mas a declaração de Lobão Filho parece ser uma ameaça a quem quiser "levantar dedo" contra o presidente do Senado e um convite para que nos conformemos com o padrão moral dos novos comandantes e líderes.
    A oposição mais uma vez mostrou a sua falta de espinha dorsal. Para defender uma secretaria no Senado para o mais controverso dos seus senadores, o PSDB de novo hipotecou metade da sua alma. Com a outra metade tentou salvar as aparências.
    De saída da Presidência do Senado, que ocupou por quatro vezes, José Sarney chorou, disse que a Casa foi "pioneira em transparência" e citou Lincoln para dizer que nunca cravou, "por meu desejo", espinho no peito de ninguém. Deve ter sido sincero no choro. O escândalo dos atos secretos derruba a sua tese do pioneirismo da transparência. Quanto aos espinhos, Sarney foi um fiel sustentáculo político de um regime que cravou, deliberadamente, mais que espinhos no peito dos discordantes. Foi uma dose tripla porque, no fim de semana, houve a escolha de um líder polêmico para o PMDB na Câmara e depois a eleição, também controversa, de Henrique Eduardo Alves. Com todos eles, teremos isso, uma triste legislatura.
    Na economia, as coisas também não estão bem, mas, como disse acima, com chance de melhorar. A indústria terminou 2012 com enorme retração, a balança comercial começou o ano com uma vermelhidão não vista em décadas. O pior do déficit comercial de US$ 4 bi é ele ter sido fruto de mais uma operação de administração das contas do país pela equipe alquimista que administra nossa economia.
    Com a defasagem do registro das importações pela Petrobras é possível que nem todo o vermelho de 2012 tenha sido incluído nos números. Mas, de qualquer maneira, ao longo do ano o país deve acumular superávit no seu comércio externo.
    A indústria pode se recuperar no ano, até pela base muito fraca, e ter resultados melhores. Na área fiscal, o pior não foi o país ter descumprido a meta de superávit primário. Isso seria compreensível se fosse explicado como resultado isolado de um ano de economia fraca e com o compromisso de fazer esforço maior nos anos bons. O pior mesmo foi a confusão nas contas públicas para maquiar resultados e esconder números que retiraram transparência dos indicadores. A dose da alquimia foi tão forte, tão criticada, que há uma chance de que a equipe econômica recorra menos a esses expedientes. Mas este ano, como um todo, tem chance de o país ter um desempenho melhor do que o que passou.
    O que tem ficado cada vez mais estranho no executivo é a desenvoltura do ex-presidente Lula de se envolver na administração. Lula disse que seu maior desafio era o de aprender a ser ex-presidente. Deve se esforçar mais porque tem regredido nesse quesito. Ele está cobrando dos ministros o cumprimento das metas do governo. Reúne-se com a presidente com atitudes de chefe. Faz admoestações até do exterior. Esquisito. Para uma presidente que tem dito, em privado, querer governar oito anos, a presidente Dilma está passando a perigosa sensação de ter um governo tutelado.
De O Globo

Na coluna da DORA KRAMER

Mão do gato. Nem bem assumiu a presidência do Senado, na sexta-feira, Renan Calheiros deixou de lado a discrição e tentou influir na escolha do líder do PMDB na Câmara.

Juntou-se a Jader Barbalho e José Sarney para trabalhar por Sandro Mabel - que acabou perdendo para Eduardo Cunha - e conseguiu virar votos no Maranhão e no Pará, reduzindo a votação de Cunha.

A ofensiva aumentou a tensão na bancada, expressa no resultado apertado, 46 votos a 32, de um PMDB onde começa de novo a se corroer a unidade interna já na perspectiva de 2014.

Na coluna do ILIMAR FRANCO

Batendo cabeça
A luta política maranhense desembarcou na Esplanada. O ministro Gastão Vieira (Turismo), na foto, e o presidente da Embratur, Flavio Dino, estão se desentendendo. Pesquisa de preços da hotelaria anunciada pela autarquia não era de conhecimento do ministro. E, no dia em que Vieira fez reunião com o setor, Dino não foi.

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Bombeiros fecham 19 casas noturnas no fim de semana
Região
Jornal do Commércio:Dobram os flagrantes após a nova lei
Meio-norte:Wilson: PI está pronto para ser competitivo
O Povo:Cid alega seca e suspende repasse para festa
Nacional
Correio Braziliense:Distritais vão pagar impostos sobre 14° e 15°
Estadão:Alves defende mandato de condenados no mensalão
Estado de Minas:Autoescola atropela lei e facilita carteira de ônibus
Folha:Nova direção da Câmara ameaça desobedecer STF
O Globo:O tombo da Gigante- Petrobras tem menor lucro em oito anos
Valor:Duelo por reajuste faz linha branca encolher no varejo
Zero Hora:Bombeiro que deu o alvará não lembra de plano de prevenção

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:Fechadas mais 5 casas noturnas em São Luís
Região
Jornal do Commércio:De olho na volta às aulas
Meio-norte:50 cidades terão R$ 800 mi para saneamento
O Povo: Internações não-voluntárias crescem 138%na capital
Nacional
Correio Braziliense:Tragédia em Santa Maria – Fiscalização fecha 26 bares e boates no DF
Estadão:Caixa e BB vão disputar com BNDES empréstimo para as concessões
Estado de Minas:Aprovado (mas ainda há o que corrigir)
Folha:Governo prepara nova banda larga para 2014
O Globo:Tragédia de Santa Maria – Até capitais ignoram número de boates
Valor:Certidão cria corrida para pagar dívidas trabalhistas
Zero Hora:Sem plano, boate nunca deveria ter sido aberta

domingo, 3 de fevereiro de 2013

O Redemoinho - CAETANO VELOSO

Godard disse, numa entrevista pouco feliz, que você pode amar pessoas que gostem de livros ou músicas, quadros ou edifícios diferentes daqueles de que você próprio gosta, mas que é impossível amar alguém que gosta de filmes que você desaprova
    Nunca recebi tantos comentários de leitores desta coluna (pelo visto são mais do que 17) como quando saiu o artigo em que falei do “Redemoinho”, o vídeo doméstico que me pareceu maravilhoso no YouTube. De um desembargador que eu não conheço a um diretor de filmes experimentais de quem sou amigo, recebi, através do GLOBO ou diretamente em meu box de e-mail, várias observações (quase todas desaprovando meu entusiasmo). Uma amiga queridíssima me disse (não usando essas palavras) que toda aquela beleza estava em meus olhos. Um amigo não menos querido (e unido a ela) reconhecia (com minúcias de observação pictórica que eu próprio não cheguei a ressaltar) muitas das virtudes a que eu me referira, mas deixando claro que o meu texto é que o tinha levado a chegar a valorizar coisas que o vídeo por si só não teria a força de impor (isso num tom semelhante ao da sua companheira, em que um “ah, Caetano…” parecia me alertar para o fato de que eu viajara demais num vídeo sem tanta substância). Esse amigo é muito inteligente e muito articulado, de modo que conseguiu escrever elogios ao filmeco que eram até mais bem desenvolvidos do que os meus — ao mesmo tempo em que quase me repreendia por ter supervalorizado algo que poderia passar despercebido.
    Godard disse, numa entrevista pouco feliz, que você pode amar pessoas que gostem de livros ou músicas, quadros ou edifícios diferentes daqueles de que você próprio gosta, mas que é impossível amar alguém que gosta de filmes que você desaprova. Maluquice de cinemaníaco. (Numa outra entrevista, encontrei-me profundamente com ele no culto a “The brown bunny” : ele — diferentemente de críticos profissionais e amadores — ficou tão encantado quanto eu com esse filme de Vincent Gallo.) Pois bem, em meio a tantas demonstrações de desconfiança e desconforto relativos a meu ardor por esse acidental curta goiano, um jovem amigo me indicou dois outros vídeos, dizendo que um deles (“Mulher cagando na praia e homem morre”) era seu favorito absoluto no YouTube. Respondi a sério e ele me gozou com carinho na tréplica. Onde vinha a segunda indicação: um vídeo de um americano — numa daquelas paisagens monumentais dos Estados Unidos, que parecem fazer desse país realmente um lugar predestinado a dominar o imaginário mundial — mostrando um duplo arco-íris e gritando em gozo místico perto da câmera: “Deus, oh Deus, o que é isto?”. Respondi que fiquei perdido no curtíssima da praia com escatologia (a baixa resolução da imagem dá charme à população da praia, mas não me deixa ver se a mulher está de fato fazendo o que o título brada — e o homem parece trazido morto por uma onda: não o vemos morrer, como o título também anuncia), e que achei a altíssima resolução do filminho americano muito impressionante mas que, até onde eu sei, todo arco-íris é duplo. Em suma, parecia que eu e meu querido garoto estávamos brigando.
    Algo semelhante aconteceu com o diretor de filmes experimentais (excelentes). Como o jovem, ele não opinou diretamente sobre “O redemoinho”, apenas me chamou a atenção para filmes a que eu já deveria ter assistido. Mas quando respondi, ele expressou incredulidade quanto à naiveté da pecinha goiana. Bem, para mim, o tom de demagogia religiosa da mãe é ilustrativo do tom adotado pelos milhões de brasileiros convertidos a igrejas pentecostais. E, tal como aparece no vídeo, é um comentário involuntário sobre esse tom. Uma sua defesa efetiva, não um julgamento com desprezo e condescendência. A pose da namorada também é a pose que as moças fazem ao se saberem filmadas. No mais, tudo é acidental e surpreendente, para os partícipes como para os espectadores.
    Por que estou discutindo de público até mensagens que me chegaram por caminhos privados? Porque continuo crendo que o vídeo do redemoinho é belo, didático e relevante. E acho igualmente significativo que tantos tenham querido se dirigir a mim desqualificando-o. Regina Casé, que foi quem me alertou para sua existência, contou-me que também com ela se dá algo assim: as pessoas a quem ela o mostra acham que ela vê nele mais do que de fato há. Tenho muita identificação com Regina, mas não precisaria do entusiasmo dela para amar esse vídeo. O interessante é que, ao me referir a ele aqui, falei em “O som ao redor”. Mas eu ainda não tinha visto o assombroso filme de Kleber Mendonça Filho. Citei-o de ouvir falar. Pois Regina foi vê-lo e me disse que parecia que ela estava vendo “Trate-me leão”, de tão seu lhe pareceu o filme. Ela não sabia que eu tinha pensado justo nessa peça ao ver “O som”. Este é um passo imenso na história da feitura de filmes no Brasil. O goianinho é um milagre inocente.
De O Globo

ASSISTA:
"Mulher cagando na praia e homem morre"


 

Charge do dia - Sinfrônio (Diário do Nordeste)


Na coluna do Ilimar Franco


Blindagem
O PMDB irá recuperar a presidência do Conselho de Ética do Senado. Eleito em 2011 para o cargo, o senador João Alberto (PMDB-MA) se licenciou para ser secretário estadual. Voltou ao Senado e tomará o lugar do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que assumiu ano passado. Coube a Valadares o processo de cassação de Demóstenes Torres. Agora, Valadares foi avisado de que terá de sair. João Alberto será indicado e caberá a ele aceitar ou não processos contra o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Na Câmara, o PT deverá ficar com a corregedoria, que analisa processos por quebra de decoro, que pode ser o caso de Eduardo Azeredo (PSDB-MG).

Carnaval em Santa Inês terá o cantor de soul Carlos Daffé e Babado Novo como atrações

    Secretário de Cultura do município de Santa Inês,interior do Maranhão, o cantor e compositor maranhense Daffé (foto a esquerda), que agora assina José Carlos Daffé, incluiu seu xará carioca Carlos Daffé na programação do carnaval patrocinada pela prefeitura.
    Daffé, o convidado, é cristão novo na festa de Momo. Seu repertório, inaugurado na década de 70, tem pontos comuns com o soul de Tim Maia e com o balanço da Banda Black Music e Gerson King Combo, o homem que fez germinar o rap em solo brasileiro.
    Para fazer parte da programação do carnaval santainesense, Daffé, o convidado, está treinando para fazer o povo tirar o pé do chão. Afinal, vai participar do elenco de atrações que tem a banda baiana de axé, Babado Novo,que lançou Cláudia Leite, e o Sacode Elétrico com cachês avantajados.
Carlos Daffé
    Dono do sucesso "Pra que vou recordar o que chorei" (1977), Carlos Daffé tem maior parte de seu trabalho desconhecido do público de Santa Inês.Daffé participa do Cd "Pet Shop Mundo Cão", de Zeca Baleiro, e participou como músico da banda da cantora Alcione.
    Será o segundo nome nacional a visitar a cidade desde que o ex-deputado federal Ribamar Alves (PSB) assumiu a prefeitura em 1º de janeiro. Na festa de posse Ribamar levou para se apresentar em praça pública o sambista Martinho da Vila. A escolha foi do próprio prefeito que negociou pessoalmente com a produção do cantor. Daffé apenas endossou a escolha.

No Painel da Folha de S. Paulo

Último ato
Antes de se despedir do comando do Senado, José Sarney (PMDB-AP) pediu à presidente que recebesse o deputado Sarney Filho (PV-MA). Dilma, que dificilmente recebe individualmente parlamentares, atendeu o pleito na quarta-feira.

Companheiro
Aliado de Renan Calheiros, Lobão Filho (PMDB-MA) duvida que o Supremo Tribunal Federal decida rapidamente sobre a abertura de processo penal contra Renan Calheiros (PMDB-AL). "É uma sacanagem. Se o Supremo abrir processo, Renan passará dois anos como réu."


Contraponto
Teste de disciplina

A eleição para a presidência do Senado, ontem, foi tomada por barulho no plenário durante boa parte dos discursos dos parlamentares. Em determinado momento, José Sarney (PMDB-AP), no comando da sessão, pediu que o recinto se silenciasse.

Aguardando para falar, Pedro Simon (PMDB-RS), comentou no microfone, levando os presentes aos risos:

-O senhor tem que ser mais duro!

Sarney respondeu de bate-pronto:

-Infelizmente, senador, eu não tenho o temperamento de vossa excelência...

Por Vera Magalhães

Na coluna NEGÓCIOS & CIA - FLÁVIA OLIVEIRA

Tá caro
Hoteleiros reclamaram da pesquisa da Embratur sobre as altas diárias. Mas Flávio Dino, presidente da autarquia, notou que elas estão mais caras no Boletim Fohb (fórum do setor). No Rio, a diária era de R$ 396,76 em novembro. A Embratur apurara R$ 379,73 (lazer) e R$ 334,94 (negócios).

Na coluna do Alcelmo Gois

De volta à planície
José Sarney, que ontem deixou a presidência do Senado, vai aproveitar o carnaval para escrever sua autobiografia. Passará o período em São Luís, com a mulher, Marly.

Aliás...

A Academia Brasileira de Letras fará uma homenagem a Sarney dia 24 de abril, quando ele completará 83 anos.

Não basta ter razão - FERREIRA GULLAR

O capitalismo é o regime da desigualdade. Se deixarmos, ele suga a carótida da mãe
    Entendo que alguém, que durante toda a vida tenha tido o marxismo como doutrina e o comunismo como solução dos problemas sociais, se negue, a esta altura da vida, a abrir mão de suas convicções. Entendo, mas não aprovo. Tampouco lhe reconheço o direito de acusar quem o faça de "vendido ao capitalismo." Aí já é dupla hipocrisia.
    Tornei-me marxista por acaso, ao ler o livro de um padre católico sobre a teoria de Marx. É verdade que o Brasil daquela época estava envolvido na luta pela reforma agrária e pelo repúdio ao imperialismo norte-americano, que se assustara com a Revolução Cubana.
    Confesso que meu entusiasmo por um Brasil concretamente mais democrático não me permitiu examinar, ponto por ponto, a doutrina marxista, para nela descobrir equívocos e propósitos inviáveis.
   Não ignorava, claro, as acusações feitas ao regime soviético, mas atribuía aqueles erros à fase stalinista que, após a denúncia feita por Khruschov, havia sido superada. A verdade é que essas questões -sobretudo depois que os militares se instalaram no poder- não estavam em discussão: o fundamental era derrotar a ditadura e avançar na direção do regime socialista.
    Com o AI-5, em dezembro de 1968, a repressão aos comunistas e opositores do regime militar intensificou-se, multiplicando-se os casos de tortura e assassinatos.
Tive que deixar o país e ir para a URSS. Convivendo ali apenas com militantes brasileiros e de outros países, pouco pude conhecer da vida dos cidadãos soviéticos, a não ser daqueles que pertenciam à máquina oficial.
    De Moscou fui para Santiago do Chile, aonde cheguei poucos meses antes da queda de Allende.
    Mergulhado no conflito ideológico que opunha as duas potências antagônicas -URSS e EUA-, não me foi possível ver com maior clareza o que de fato acontecia nem muito menos os erros cometidos também por nós, adversários do imperialismo norte-americano. Isso se tornou evidente para mim, anos mais tarde, quando o sistema socialista ruiu como um castelo de cartas.
    Tornou-se então impossível não ver o que de fato ocorria. O regime soviético não ruíra porque um exército inimigo invadira o país. Pelo contrário, foi o povo russo mesmo que pôs fim ao sistema e o fez porque ele fracassara economicamente.
    Não obstante, muitos companheiros se negavam a aceitar essa evidência. Passaram a atribuir a Gorbatchov a culpa pelo fim do comunismo, como se isso fosse possível. A verdade é que as pessoas, de modo geral, têm dificuldade em admitir que erraram, que passaram anos de sua vida (e alguns pagaram caro por isso) acreditando numa ilusão.
    E, além do mais, é compreensível, uma vez que o socialismo propunha derrotar um sistema econômico injusto e pôr em seu lugar outro, fundado na igualdade e na justiça social.
    É verdade também que em alguns países onde o socialismo se implantara muito foi feito em busca dessa igualdade. Não obstante, algo estava errado ali, já que o regime era obrigado a coibir a livre opinião e impedir que as pessoas saíssem livremente do país. A pergunta é inevitável: alguém, que vive no paraíso, quer a todo custo fugir dele?
    Tampouco o regime capitalista é o paraíso. Longe disso. A diferença é que, dele, podemos sair se o decidirmos, criticá-lo e, pelo voto, mudar o governante. Mas não é só isso. O capitalismo é dinâmico e criativo porque é a expressão da necessidade humana de tudo fazer para melhorar de vida.
    Neste momento mesmo, milhões de pessoas estão inventando meios e modos de criar empresas, realizar empreendimentos que lhes possibilitem lucrar e enriquecer.
    Como poderia competir com isso um regime cujo processo econômico era dirigido por meia dúzia de burocratas, os quais, em nome do Partido Comunista, tudo determinavam e decidiam? Isso conduziu o comunismo ao fracasso e levou a China a tornar-se capitalista para escapar do desastre que pôs fim ao sistema socialista mundial.
    O capitalismo, por sua vez, é o regime da exploração e da desigualdade, precisamente porque se funda no egoísmo e na busca do lucro máximo. Se deixarmos, ele suga a carótida da mãe.
    O grande problema, portanto, é este: como estimular a iniciativa criadora de riqueza e, ao mesmo tempo, valer-se da riqueza criada para reduzir a desigualdade.

Da Folha

Anna Torres é atração no 14º Festival Jazz e Blues de Guaramiranga (CE)

    A cantora maranhense Anna Torres (foto) é uma das atrações da 14º edição do Festival Jazz e Blues de Guaramiranga (CE) que contece de 9 a 12 na cidade localizada no topo da serra do Baturité.
    O festival reúne atrações nacionais e internacionais. Os cantores norte-americanos JJ Jackson e Tia Caroll, Raul de Souza (músico que participou da lendária banda Chicago), Rosa Passos (BA), Nayra Costa (CE), Ari Borger Quartett AB4 (SP), Vainã Cavalcante (CE), Dudu França (PE),Igor Prado (SP) são algumas das atrações deste ano.
    Anna Torres se apresenta no primeiro dia do festival no palco "Por do Sol". Ela será acompanhada pelo Jazzera Trio, de Guaramiranga. Apresentada como a "nova estrela da música brasileira em Paris", a maranhense vai interpretar sucessos de Tim Jobim, Edu Lobo e João Bosco. No domingo, 10, a cantora participa de bate-papo com a platéia no Café com Tom.
 

Renan e Dilma - VINÍCIUS TORRES FREIRE

Eleição de Calheiros segue o padrão da política dos últimos 25 anos. A presidente é que muda   
RENAN CALHEIROS aboletou-se de novo na Presidência do Senado. Substituiu José Sarney. Faz diferença?
    Sarney manda no Maranhão, Estado dos mais miseráveis e primitivos, terra que infelicita sem parar faz 46 anos. Calheiros é um agregado mais recente de quem manda noutro dos Estados mais miseráveis e primitivos do país, Alagoas, faz pelo menos uns 80 anos.
    Ambos enriqueceram quando na política. Não são oligarcas patrícios ou de alguma linhagem, gente que na verdade desapareceu como casta política lá por volta dos anos 1970 na maioria do país.
    Sarney e Calheiros, por assim dizer, vieram de baixo.
    Calheiros, principalmente, tem uma carreira muito semelhante à de tantas figuras de escol do PMDB, gente da pequena classe média, ou ainda menos que isso, que ascendeu com as vitórias do PMDB nos anos 1980. Ironia da história, subiram na vida "combatendo a ditadura" e/ou as elites carcomidas de seus Estados. São, por assim dizer, "homens novos", plebeus enriquecidos.
    Fizeram a carreira da política como empreendimento gente como Orestes Quércia (SP), Iris Rezende (GO), Jader Barbalho (PA), Geddel Lima (BA), para citar uns poucos, quase todos ex-governadores.
    Pode-se dizer, de modo apenas um pouco sarcástico, que a democratização permitiu a ascensão de novas elites, dos "homens novos" do PMDB aos mensaleiros e similares no PT e agregados.
    Em particular nos Estados do centro-norte, tais figuras, seus sucessores e agregados se tornam os grandes agenciadores do favor, de prebendas do Estado, de negociações de subsídios para o empresário local e patronos de novos carreiristas. Tais lideranças definiram o padrão de negociação e negócios entre Executivo e Congresso pelo menos desde a Constituição de 1988.
    Calheiros. Adepto de Collor. Amigo de usineiro enrolado. Fugido do Senado em 2007 por rolos. Indicado por Barbalho para suceder Rezende como ministro da Justiça no governo FHC. O ministério só não chegou tão baixo nos dias da ditadura militar, quando esteve sob advogados fascistas que ensinavam na USP, ou na ditadura Vargas.
    Sarney e Calheiros estão associados a um dos momentos mais baixos do governo brasileiro -a Presidência hiperinflacionária e caótica, para ficar na crítica mais amena, de Sarney, e o governo Collor, que dispensa comentários.
    Quase nada vai mudar no Senado de Calheiros. O que muda, para pior, é o governo Dilma Rousseff, que desce um pouco mais, dada a sua tolerância compromissada com a candidatura do PMDB, mais uma das tolerâncias da presidente.
    Dilma Rousseff tolerou sem mais a gente que Lula colocou no ministério dela, e em tantos outros cargos públicos.
    Enrolados, os ministros lulo-dilmianos caíram em série, o que ajudou a tornar ainda mais ridículo o investimento federal, aliás um dos motivos do pibinho dilmiano.
    Dilma Rousseff não move uma palha para reformar o Estado. A presidente-gerente aceita um sistema de 20 mil nomeações para o que deveria ser a elite do serviço público, muita vez nomeação bandida.
    Calheiros, enfim, não muda grande grande coisa. Está onde sempre esteve. Dilma é que vai mudando.
Da Folha

Na coluna do Claudio Humberto

“Parlamento sofre incompreensão da sociedade”
José Sarney (PMDB-AP) ao deixar a presidência do Senado

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
O Estado do MA:2 milhões terão redução no valor da conta de luz no MA
Região
Jornal do Commércio:Frevo em Olinda e Recife
Meio-norte:Guaribas deixa título de cidade mais pobre
O Povo:A máquina do voto que seu dinheiro financia
Nacional
Correio Braziliense:Dinheiro e amizade: uma relação perigosa
Estadão:No papel, Brasil é 2 Estados de SP maior do que o oficial
Estado de Minas:‘Se fosse aqui, tinha morrido todo mundo’
Folha:Programa social consome metade dos gastos federais
O Globo:As últimas 24 horas dos jovens que morreram
Zero Hora:O plano que é uma farsa

 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Lambe-Lambe: Agente sofre no trânsito, mas goza



 
 

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Atos e Fatos:Depoimentos do caso Décio Sá serão retomados
O Estado do MA:Cassada liminar que suspendeu depoimentos do caso Décio Sá
Região
Jornal do Commércio:Serviços reforçados na folia
Meio-norte:Com 898 veículos corso atrairá mais de 100 mil
O Povo:Gasolina já está 10% mais cara em Fortaleza
Nacional
Correio Braziliense:Renan vence e diz: “Ética não é fim”
Estadão:Senado ignora acusações e Renan é eleito com 56 votos
Estado de Minas:BH tem 1ª boate interditada
Folha:Prefeitura de SP vai interditar 26 locais irregulares
O Globo:Vale a pena ver de novo? Com apoio até de tucanos, Renan está de volta
Zero Hora:Ela é a causa, mas quem são os culpados?

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Música da banda Legenda produz tema do Rebanhão 2013

     A música "Bote Fé", de autoria de Robert Araújo, coordenador diocesano do Ministério de Música e Arte será tema do Rebanhão 2013, encontro de caranaval da Renovação Carismática Católica (RCC) da Arquidiocese de São Luís do Maranhão. O encontro há 21 anos acontece paralelamente ao carnaval. A produção musical de "Bote Fé" foi feita por Marquinhos Silva, músico e produtor musical conceituado em São Luís, que toca na banda de reggae Legenda e na Companhia Barrica.
    Marquinhos despertou para a música dentro dos grupos de oração da RCC. Ele também foi produtor da música "Eu Vou, Eu Vou", do Rebanhão 2012.
    A letra cita trechos bíblicos e remete ao "Ano da Fé", instituído pelo Papa Bento XVI, que encerra no 24 de novembro deste ano, durante a Solenidade de Cristo Rei e final do Ano Litúrgico.
    Similar ao que acontece com os enredos de escolas de samba, onde a música é desenvolvida a partir de uma inspiração, a música do Rebanhão bebe em fontes espirituais. Nesse ano as passagens bíblicas serviram de mote para concurso cultural promovido para escolha da música, lançado em dezembro de 2012.
    Para Robert Araújo,  o tema do Rebanhão acaba tendo uma característica especial, pois acaba sendo repercutida nacionalmente, uma vez que várias cidades do Brasil adotam o nome em seus encontros de caranaval, tornando assim fácil de ser disseminada e adotada pelo Brasil inteiro. “A canção foi inspirada pelo que foi direcionado pela RCC Nacional. Eu queria fazer algo diferente dos outros anos e pensei no ritmo baiano”, explica Robert.

Lambe-Lambe: La Mancha rastafari na Vila Fialho (São Luís - MA)


Taxa de inscrição para concurso do Ministério da Cultura custa R$ 9,20

    O Ministério da Cultura abriu concurso público para 83 vagas de técnico de nível superior, pertencentes ao Plano Especial de Cargos da Cultura, a serem lotados nas unidades responsáveis pelo acompanhamento e prestação de contas dos projetos culturais, em Brasília.
    O salário é de R$ 3.980,40, compostos de vencimento básico de R$ 1.990 e de gratificação de desempenho de atividades culturais de R$ 1.990,40.
Requisito
Para participar, os interessados devem ter curso de graduação em nível de bacharelado ou de licenciatura plena em qualquer área.
Inscrições
As inscrições devem ser realizadas no site
www.institutocidades.org.br, até 23h59 do dia 3 de março. A taxa de inscrição será de R$ 9,32.
Seleção
    O processo seletivo será composto por provas objetiva e discursiva, que serão realizadas no Distrito Federal, previstas para serem realizadas em 7 de abril, no período da manhã. O tempo de duração da totalidade das provas objetiva e discursiva será de 4h30.
    A prova objetiva será de língua portuguesa, noções de informática, língua estrangeira e administração pública, e conhecimentos específicos de finanças públicas e setor de cultura do governo federal.
    A prova discursiva será uma dissertação com tema relacionado ao setor de cultura do governo federal.
    Os locais de realização das provas serão divulgados no site
www.institutocidades.org.br até 27 de março.

Cidades do Maranhão que aniversariam em fevereiro

1º - Mirinzal
10 - São Raimundo das Mangabeiras
11 - Aldeias Altas
13 - Presidente Vargas
15 - Matinha

MANCHETES DOS JORNAIS

Estado
Atos e Fatos: Assalto, tiroteio e pânico na Assembleia Legislativa
Jornal Pequeno: Policial Militar é morto durante assalto a ônibus
O Estado do MA:80 casas de shows vão ser vistoriadas em SL
O Imparcial: 100 homens e uma missão: aplicar a Lei Seca
Região
Jornal do Commércio:PCR fecha casas noturnas
Meio-norte:Piauí elege primeiro presidente da OAB
O Povo:Adolescente é espancado por 10 colegas de escola
Nacional
Correio Braziliense:Tragédia Santa Maria – 235 razões para não esquecer
Estadão:Alvo de 3 inquéritos, Renan deve ser eleito hoje
Estado de Minas:Vai sair hoje à noite? Cuidado
Folha:Desemprego é o menor em 10 anos; renda sobe
O Globo:Rio começa a fechar hoje teatros sem segurança
Valor:Petrobras vence licitação e volta a investir na Bolívia
Zero Hora:Polícia Civil investiga empresa de bombeiro

Blog do Bóis: Cidades do Maranhão que aniversariam em fevereiro

Blog do Bóis: Cidades do Maranhão que aniversariam em fevereiro: 1º - Mirinzal 10 - São Raimundo das Mangabeiras 11 - Aldeias Altas 13 - Presidente Vargas 15 - Matinha