sexta-feira, 18 de maio de 2018

Maranhão tem segunda maior taxa de analfabetismo do do Nordeste

O Maranhã tem a segunda maior taxa de analfatismo do país. Segundo dados sobre a Pesquina Nacional por Amostragem de Domicílios Contínua, Pnad Contínua, divulgada pelo Instituo brasileiro de Geogradia e Estística, IBGE, nesta sexta-feira, 18, o Brasil a taa de analfabetismo do país retraiu apenas em 0,2 pontos percentuais entre 2016 e 2017. Em 2016 eram 72%, caindo no ano passado para 7,0%.
Segundo o Plano Nacional de Educação, PNE, a meta de erradicar o analfabetismo no país  até 2024. No Nordeste, a taxa de analfabetismo ficou em 14,5% no ano passado, o dobro da média nacional. Dos 11,466 milhões de brasileiros de 15 anos ou mais que não sabem ler e escrever, 6,427 milhões, ou 56% do total, moram no Nordeste.
A meta intermediária do PNE 2014, de baixar a taxa nacional de analfabetismo a 6,5% em 2015, teria sido atingida no Sudeste (taxa de 3,5% em 2017), no Sul (também 3,5%) e no Centro-Oeste (5,2%). O Norte (8%) fica acima da média, assim como o Nordeste.
Alagoas é o Estado com maior taxa de analfabetismo no País, com 18,2% em 2017, ante 19,4% em 2016. São 474 mil alagoanos analfabetos. Vindo em seguida o Maranhão e e Piauí (16,7%) , com taxas considerada elevadas. 
Em Pernambuco, a taxa de analfabetismo é quase o dobro da média nacional, com 13,4% em 2017 (1 milhão de pernambucanos não sabem ler e escrever). O maior contingente de analfabetos está na Bahia (1,524 milhão de pessoas), onde a taxa de analfabetismo ficou em 12,7%. 
O analfabetismo é também um problema geracional. Na população de 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo nacional ficou em 19,3% em 2017. No Nordeste, a taxa de analfabetismo entre os mais velhos é de 38,6%. São 3 milhões de pessoas no Nordeste com 60 anos ou mais que não sabem ler e escrever.
“Há uma questão muito demográfica no analfabetismo, que é maior nas pessoas mais velhas”, disse Marina Água, analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE. Além disso, segundo a pesquisadora, a queda da taxa de analfabetismo entre os mais idosos parece vir da entrada de pessoas mais escolarizadas na faixa etária de 60 anos ou mais, e não do aprendizado de quem não sabia ler e escrever. 
“Há um estoque de pessoas que não sabem ler ou escrever na população”, disse Marina, lembrando que esse problema exige políticas públicas específicas. Apesar do tamanho do contingente de analfabetos no País, apenas 118 mil pessoas frequentam cursos de alfabetização de jovens e adultos (AJA) e 853 mil pessoas frequentavam curso de educação de jovens e adultos (EJA) no ensino fundamental.
Ensino médio.  A taxa de escolarização das pessoas de 15 a 17 anos ficou em 87,2% em 2017, mesmo nível de 2016, mas apenas 68,4% dessa população estavam na série de estudo adequada, ou seja, cursando o ensino médio.
Isso significa que cerca de 1,3 milhão de adolescentes dessa faixa etária estão fora da escola, enquanto outros 2 milhões estão atrasados, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
A escolarização dos jovens entre 15 e 17 anos é mais uma meta intermediária do Plano Nacional de Educação (PNE) 2014 que não foi alcançada. O objetivo era universalizar a escolarização nessa faixa etária ainda em 2016. 
O problema afeta mais os homens. Entre a população masculina de 15 a 17 anos, apenas 63,5% estavam na série adequada. Para as mulheres, a taxa é maior, de 73,5%. Pessoas com a pele preta ou parda também são mais afetadas: 63,5% dos pretos ou pardos de 15 a 17 anos estão fora da série adequada. 
Os dados do IBGE mostram como o atraso escolar e a evasão avançam conforme os estudantes vão ficando mais velhos. Na faixa etária de 6 a 10 anos, 95,5% das crianças estavam adequadamente nos anos inicias do ensino fundamental em 2017. Na faixa etária de 11 a 14 anos, o indicador já cai para 85,6% das pessoas. Ou seja, 1,3 milhão de crianças de 11 a 14 anos frequentavam a escola fora da etapa adequada e 113 mil estavam fora da escola.

MANCHETES DO DIA

  Operação contra pronograia inantil atinge o Maranhão e prende 251 pessoas no Brasil

Inocência violada

Ação pede devolução de veículos apreendidos

Contra-ataque à pedofilia


 Seis homens presos no Ceará em megaoperação

 "Pecisamos ter um candidato único de centro"


Incertez cresce e dólar sobe, apesar de BC segurar juro
 Desalento enorme diminiu o índice de desemprego no país

 Em todos, 4,6 milhões desistem de buscar emprego

quarta-feira, 16 de maio de 2018

MANCHETES DO DIA

  A cinco meses da eleção pesquisa indica vitória de Flávio Dino no primeiro turno


Falta d´água - O  Y da questão


Mais de 150 bairros sem água em SL

Tragédia no metrô


 Uber vai ficar mais caro com regulamentação

 Incêndio inerdita prédio da 110 Norte 


Alvos da PF usam Refis para parcelar e abater débitos de R$ 3,8 bi

 Doria deixa herança de filas de saúde fora do prazo prometido

 Dólar forte derruba moeda de emergentes

terça-feira, 15 de maio de 2018

MANCHETES DO DIA

  Sai de cena o líder de oposição que combateu e se aliou a Sarney

A morte de um lutador


5 mortes barbaras em 24 horas no interior do MA

Câmara de Recife avorável à regularização do Uber


 Os escolhidos de Tite


 


Governo proíbe perdão de débito rural que pode chegar a R$ 17 bi

 58 palestinos morrem em confronto na faixa de Gaza

 Tiroteio atinge 9 entre 10 bairros

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Órgãos de trânsito terão que divulgar valores arrecadados com multas

Os órgãos de trânsito brasileiros passarão a divulgar mensalmente o valor arrecadado com multas e a destinação deste dinheiro. As normas foram divulgadas nesta segunda-feira (14) pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), no Diário Oficial da União (DOU). A portaria número 85, de 9 de maio de 2018, estabelece os procedimentos para a publicação das informações na internet. 

De acordo com a portaria, os dados deverão ser divulgados em um item específico com o título "Multas de Trânsito". Dentro deste item, deverão conter informações discriminadas dos valores e as despesas pagas com esta arrecadação. Em "valores arrecadados", deve conter a arrecadação, o exercício, a quantidade de multas em cada mês e o dinheiro arrecadado daquele mês. 

As informações relativas às "despesas realizadas com recursos arrecadados com multas de trânsito" deverão especificar o exercício, os gastos, a tipificação destes gastos e os "repasses realizados em cumprimento a determinações normativas ou em decorrência de convênio ou acordo de cooperação, de forma discriminada". 

O Denatran ainda exige que sejam publicadas as informações referentes aos últimos cinco exercícios de forma consolidada e que as publicações devem ser feitas até o dia 20 do mês seguinte. A portaria entra em vigor nesta segunda, data de publicação. 

Código de Trânsito 

Segundo o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), a receita arrecadada deve ser aplicada, exclusivamente, em sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Além disto, o percentual de 5% deve ser destinado, mensalmente, ao Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (FUNSET).

Quem pode multar? 

Os motoristas infratores podem ser penalizados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) e pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), caso desobedeçam às leis de trânsito em rodovias federais; pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), nas rodovias estaduais não municipalizadas; pelo Departamento Estadual de Trânsito de Pernambuco (Detran-PE) e pelos órgãos de trânsito municipais. No caso das ruas e avenidas das cidades pernambucanas, os órgãos municipais multam os condutores se a infração estiver relacionada à circulação, estacionamento e parada. Se for multa por outro motivo, a responsabilidade por fiscalizar e multar é do Detran. Segundo Simíramis Queiroz, presidente do Conselho Estadual de Trânsito em Pernambuco (Cetran), o órgão que emitir a multa também receberá o valor referente ao pagamento.

Epitácio Caeteira - Morre o homem e fica a história no Wikipédia

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de José Justino Pereira do Café e Eudóxia Afonso Pereira. Foi funcionário do Banco do Brasil e técnico em Contabilidade, iniciou sua carreira política no Maranhão ao eleger-se suplente de deputado federal pelo PR em 1962 chegando a exercer o mandato mediante convocação. Em 1965 foi eleito prefeito de São Luís ingressando no MDB após a imposição do bipartidarismo pelos militares e por esse partido foi derrotado ao disputar o Senado em 1970. Sua relação com o José Sarney oscilou ao longo dos anos entre a situação de aliado e a de adversário sendo que a primeira ruptura entre eles ocorreu a partir dos anos 1970 quando Cafeteira foi eleito deputado federal pelo MDB em 1974 e 1978 chegando a presidir o diretório regional do partido no Maranhão. Ao longo da década seguinte esteve integrado ao PMDB sendo reeleito deputado federal em 1982 e tão logo seu então adversário José Sarney assumiu a presidência da República (1985-1990), se reconciliam e Cafeteira foi eleito governador do Maranhão em 1986 com um percentual superior a 80% dos votos válidos.
À 26 de novembro de 1987 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique de Portugal.[2]
Sua gestão frente ao executivo maranhense findou com a sua renúncia em 1990 quando já havia deixado o PMDB e se filiado ao PDC sendo eleito senador. Nesse momento sua posição ante o clã Sarney era a de adversário e sua eleição para a Câmara Alta do país foi facilitada pela decisão de José Sarney em disputar uma vaga pelo recém-criado estado do Amapá. Pesaram na decisão fatores como: a melhor articulação de Cafeteira junto às forças políticas do estado, o desgaste de Sarney após sua gestão frente a Presidência da República e o fato de que o Amapá elegeria três senadores ao invés de um como no caso do Maranhão. Fato curioso é que o candidato a governador apoiado pelos aliados de Cafeteira foi João Castelo, a quem o próprio Cafeteira derrotou em 1986. Ao final, a vitória coube a Edison Lobão em segundo turno.
Extinto o PDC em 1993, Epitácio Cafeteira ingressou no PPR e foi derrotado por Roseana Sarney na disputa pelo governo do Maranhão no segundo turno das eleições de 1994 sendo novamente derrotado pela mesma adversária na disputa pelo Palácio dos Leões no primeiro turno das eleições de 1998 quando já estava filiado ao PPB, disputou a eleição para senador em 2002 pelo PDT, ficando em terceiro lugar. Abandonando sua postura de adversário da família Sarney foi eleito senador após fazer uma aliança com a mesma sendo filiado ao PTB em 2006.
Epitácio Cafeteira foi o primeiro relator do processo movido contra o senador Renan Calheiros por quebra de decoro parlamentar em 2007 tendo se posicionado a favor da absolvição do então presidente do Senado.[3]

Virada Cultural 2018 em São Paulo terá dois maranhenses


CENTRO
CULTURA POPULAR – (Rua Xavier de Toledo X Sete de Abril)
·                   SÁB – 23h30 – Tião Carvalho [Música]
Centro Cultural Santo Amaro
Teatro Flávio Império
·                   DOM – 18h00 – Flávia Bittencourt “Todos Domingos” [Música]

Três cidades brasileiras estão entre as mais poluídas da América do Sul

   
Belém  esta entre as 20 cidades mais poluídas da América do Sul
     Belém (PA), Santa Gertrudes e Cubatão (São Paulo) estão entre as 20 cidades mais poluídas da América do Sul, segundo estudo da Organização Mundial de Saúde, OMS. Sete destas cidades estão no Chile que encabeça a lista com Coyhaique.

     Segundo o estudo, o uso de carvão vegetal é o principal responsável pela poluição. Da relação, Santa Gertudres é a quarta mais poluídas e Belém a 19ª da relação.

     As cidades aplicam planos adicionais para rear  situção qe eleva as enermidades broncopulmonares. Há um eeito agudo e crônico às pessoas que se submetem ao ar contaminado.  Nestas cidades geralmente há um aumento de incidência das doenças respiratórias durante o inverno  como bronquites e pneumonia.

Partidos frustram demanda por renovação

Forças tradicionais da política e clãs regionais dominam o pleito, apesar da busca do eleitorado por caras novas
Mapeamento dos 26 estados e no Distrito Federal mostra que apenas 15 dentre mais de uma centena de pré-candidatos a governador podem ser considerados outsiders, e a maioria deles está em partidos pequenos, com poucos recursos e escasso tempo de TV. Assim como na eleição presidencial, o desejo dos eleitores de renovação está sendo frustrado pelos partidos. Governadores, ex-governadores, senadores e deputados federais dominam o pleito.

Roseana Sarney
A filha do ex-presidente da República é um exemplo da resistência dos políticos profissionais. Ela revogou a anunciada aposentadoria da vida pública para as eleições deste ano. Já foi governadora do Maranhão quatro vezes, e tenta o quinto mandato na esperança de devolver o poder no estado ao clã Sarney. No Pará, o candidato do PMDB ao governo será Hélder Barbalho, ex-ministro e, como Roseana, filho de outro cacique da sigla, o senador Jáder Barbalho
SÃO PAULO- As forças partidárias tradicionais ignoraram a demanda popular por renovação na política e vão oferecer aos eleitores este ano os candidatos de sempre a governador. A exemplo da disputa presidencial, os outsiders — nomes de fora do mundo político profissional e tradicional — serão minoria nas disputais estaduais e vocacionados a figurantes pelo baixo potencial competitivo. No pelotão dos favoritos sobram os políticos com mandato e, como sempre, representantes de oligarquias no poder há meio século.
Nos 26 estados e no Distrito Federal, somente 15 outsiders sobreviveram, até agora, à peneira do jogo políticoeleitoral e estão cotados para disputar uma cadeira de governador em meio a mais de uma centena de adversários. Eles podem até fazer algum barulho na campanha, mas a probabilidade de vitória é baixa pela falta de estrutura dos partidos que representam — em sua maioria, pequenos ou recém-criados, como a Rede ou o Novo.
Enquanto isso, o status quo se impõe nesta eleição, com velhos candidatos conhecidos do eleitorado. São, em sua maioria, deputados, senadores e ex-governadores. No Maranhão, por exemplo, a família Sarney voltará a disputar o governo com Roseana Sarney (PMDB), que já foi quatro vezes governadora. O mesmo fará o clã dos Barbalhos, no Pará, com a candidatura do ex-ministro da Integração Nacional Hélder Barbalho, filho do senador Jáder Barbalho. Em Alagoas, os Calheiros vão para a reeleição com Renan Filho, filho do senador Renan Calheiros, candidato à reeleição ao Senado.
CONTINUIDADE EM FAMÍLIA
Em alguns casos, a continuidade supera o parentesco e chega aos mínimos detalhes. Em Sergipe, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB), que está na política há 51 anos, apresenta o filho, que tem o mesmo nome do pai e é deputado federal, para tentar a vaga de governador este ano. O pai começou a carreira como prefeito, em 1967, foi governador e hoje cumpre seu quarto mandato consecutivo no Senado. Valadares Filho também não é novato: exerce o terceiro mandato de deputado federal. Na Paraíba, será o irmão gêmeo do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que tentará se eleger governador. Lucélio Cartaxo já foi superintendente da Companhia Brasileira de Transportes Urbanos (CBTU) e da Companhia Docas na Paraíba, além de ter disputado sem sucesso o Senado em 2014. Luciano e Lucélio são gêmeos idênticos, e é difícil distinguir um do outro.
Há casos de políticos que tentarão voltar ao cargo que já ocuparam. Em Roraima, José de Anchieta Júnior tentará retomar o comando do estado, que administrou entre 2007 e 2014. Vai disputar com Teresa Surita, prefeita de Boa Vista e ex-mulher do senador Romero Jucá, do PMDB, comandante da política no estado e candidato à reeleição no Senado.
Esse quadro, reunido pelo GLOBO na última semana, expõe a dificuldade de renovação da política estadual. A desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa de disputar a Presidência pelo PSB na terçafeira passada é apenas o caso mais evidente, mas não o único, do impasse a que chegou o sistema representativo no Brasil. A Operação Lava-Jato implodiu a credibilidade da classe política e revelou a falência do sistema vigente, mas nada disso foi suficiente para levar ao passo seguinte, o da renovação. Não apareceu até agora nenhum modelo capaz de minar a resistência dos que ainda se seguram no poder.
Para o cientista político do Insper Carlos Melo, esse é o principal empecilho, hoje, à renovação política:
— Há demanda por renovação, mas a questão é que as regras do nosso sistema político não foram renovadas. Isso afasta quem não é ligado à política, porque sabe que, se eleito, a probabilidade de ficar de mãos amarradas é grande.
Em efeito cascata, essa resistência desemboca na eleição presidencial, com candidatos como Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Álvaro Dias (Podemos) e Jair Bolsonaro (PSL), todos na vida política há muito tempo.
Outsiders com potencial de competição até ensaiaram entrar na disputa, como Barbosa e o apresentador Luciano Huck, mas recuaram.
Nos estados, juízes e militares estão em peso nesse grupo minoritário dos não políticos que disputarão a cadeira de governador, ao lado de empresários patrocinados pelo partido Novo.
Integrantes da reserva do Exército, por exemplo, são pré-candidatos no Distrito Federal, no Ceará e no Maranhão. No Mato Grosso do Sul e em Tocantins, são dois ex-juízes os outsiders previstos na corrida. No Acre, um policial tenta se viabilizar.
Entretanto, apenas dois são apoiados por partidos tradicionais. É o caso do general do Exército Guilherme Cals Theophilo, pré-candidato a governador no Ceará pelo PSDB e ex-integrante do comando que planejou a intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro, e do ex-juiz Odilon de Oliveira (PDT), que ganhou notoriedade pelo combate ao narcotráfico em Mato Grosso do Sul.
Cientista político da FGV-Rio, Sérgio Praça vê o financiamento de campanha como outro importante entrave ao surgimento de outsiders. Para ele, a eleição de 2016, ao eleger alguns outsiders como prefeitos, criou a expectativa de que essa onda pudesse crescer em 2018, mas a questão financeira estaria freando essas iniciativas.
— Um fator limitador para os outsiders interessados em disputar algum cargo nesta eleição é o custo das campanhas. Uma campanha para governador é muito mais cara do que para prefeito. Então, para o outsider sair candidato este ano, ou ele é milionário para bancar a própria campanha ou tenta entrar para um partido grande, que tem mais recursos — avaliou Praça.
O problema é que nas legendas maiores a resistência aos novatos é grande, e isso explica, segundo Carlos Melo, a concentração dessas candidaturas em siglas pequenas, com poucos recursos e viabilidade eleitoral.
— Veja que as tentativas de outsiders que tivemos para essa eleição foram protagonizadas por partidos que estavam sem candidatos para apresentar. Não vi nenhum político profissional de um grande partido abrindo mão de uma candidatura em nome de algum outsider. Nas oligarquias partidárias, política tem fila — afirma o professor do Insper.
FUNDO PARTIDÁRIO BARRA NOVATOS
Essa será a primeira eleição geral sem o financiamento empresarial das campanhas — a estreia do modelo foi em 2016, nas disputas municipais. A previsão é que a maior parte dos gastos seja bancada com dinheiro público do fundo eleitoral, criado no ano passado e orçado em R$ 1,7 bilhão. Os partidos decidem como distribuir o dinheiro aos candidatos. Para o professor da FGV, o fundo acabou se tornando um dos maiores impeditivos para o lançamento de outsiders:
— A tendência é que a divisão desses recursos, que é feita pela cúpula dos partidos, beneficie quem já é político. Existe um paradoxo nesta eleição: há uma força muito contrária à renovação, que é o fundo eleitoral, e uma força muito forte a favor da renovação, que é a insatisfação popular. Se tivesse que dar um chute, eu diria que a força do dinheiro na campanha é bem significativa.
A renovação política, na opinião dos especialistas, leva tempo e depende de condições mínimas. A demanda popular pelo “novo” é uma delas, mas não é capaz de mudar o quadro sozinha.
— Precisamos entender que a renovação política não é automática pelo fato de a classe política estar desacreditada. Ainda não colocamos a política velha para fora. A política velha não está na cadeia. Vai levar tempo — diz Melo.
A eleição deste ano para o Legislativo poderá dar um passo nessa direção, embora tímido, na opinião de Praça.
— A tentativa de renovação no Legislativo vai ser mais forte do que para cargos do Executivo este ano. Agora, se ela vai se concretizar, ainda não dá para dizer — afirma o cientista político da FGV-Rio.

MANCHETES DO DIA

  

Petrobras volta a aumentar o preço da gasolina


Flávio Dino pede voto em evento político

Pré-candidatos podem fazer vaquinha virtual


 Alta do gás força famílias a cozinhar com carvão


 10.45 vagas e salários de R$ 18 mil em concursos


Alto dólar az dívidas de empresas crescer R$ 115 bi

 Governo celebra PM que matou ladrão e contraria polícia

 Partidos frustam demanda por renovação

domingo, 13 de maio de 2018

13 de maio - Reflexos do desamparo pós-abolição

Falta de plano de integração social está na raiz da desigualdade sentida 130 anos após Lei Áurea


No dia 13 de maio de 1888, centenas de pessoas acompanharam os senadores que saíram do Palácio do Conde dos Arcos, no Campo de Santana, onde estava localizado o Congresso, até o Paço Imperial. Carregavam o documento que entrou para a História como Lei Áurea. Foi assinada com uma pena de ouro pela princesa regente Isabel, libertando os últimos 700 mil escravos do país. Jornais da época sublinharam o clima festivo — salva de palmas, chuva de flores, marcha de bandas pela Rua do Ouvidor. Mas não demorou para que o momento histórico fosse sucedido por uma série de incógnitas sobre o destino dos negros libertos — onde morariam, como sobreviveriam.
Exatos 130 anos depois, os reflexos do desamparo daquela população ainda estão presentes. A maior parte daqueles que moram em favelas é formada por pretos e pardos, assim como nos presídios. Nas universidades, em bairros nobres e na cúpula do poder, o quadro se inverte.
O Brasil recebeu 4,5 milhões de escravos africanos em 350 anos. No final do século XIX, era o último país das Américas a usar essa mão de obra. Para a elite, tratava-se de um sinal de atraso e inferioridade diante de nações civilizadas.
— Já se sabia que a escravidão ia acabar, faltava definir apenas como isso aconteceria — destaca Ynaê Lopes dos Santos, professora da Escola de Ciências da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A instituição sediará, entre terça e sexta-feira, a segunda edição de um seminário internacional sobre Histórias do Pós-Abolição no Mundo Atlântico. — Não houve um plano de integração dos negros à sociedade. Na verdade, o Estado estava mais empenhado em incentivar a migração dos europeus e construir um “Brasil branco”, o que seria a chave para o progresso.
MIGRAÇÃO PARA A CIDADE
Passada a euforia, parte dos cariocas passou a temer a chegada dos negros que trabalhavam no cultivo de café no interior fluminense. A maioria dos libertos, porém, vagou por décadas pelo Vale do Paraíba, cumprindo serviços temporários em fazendas, onde eram obrigados a compartilhar sua produção com proprietários rurais.
Professora do Programa de Pós-Graduação de História da UFRJ, Carlos Eduardo Coutinho da Costa assinala que, entre as formas mais comuns de trabalho, estavam a empreitada — um contrato de apenas uma semana para realizar determinado serviço — e a meia, quando um ex-senhor de escravos permitia que negros plantassem em seu território. Em troca, dava metade de seu cultivo.
— Eram condições de trabalho horríveis — ressalta. — Além disso, não havia contratos escritos, os negros podiam ser expulsos a qualquer momento, e o proprietário levava bois para comer a plantação.
Com o colapso das grandes propriedades, filhos dos escravos libertos trocaram o Vale do Paraíba pela produção de laranjas na Baixada Fluminense. Abrigaram-se em lotes de fazendas decadentes em Mesquita e no entorno de Nova Iguaçu, e aos poucos avançaram para locais como Madureira, Praça Seca e Méier.
Costa avalia que a adesão do Estado ao abolicionismo foi uma relação dúbia. Havia, de fato, uma disposição de acabar com o trabalho forçado, tido como um sistema perverso, mas também faltou disposição para ajudar os negros libertos. Nas sátiras, eram constantemente alvo de deboche, comparados a macacos ou retratados como pessoas que tinham dificuldade para os atos mais simples ligados à civilização, como colocar um sapato.
Para Luara dos Santos Silva, doutoranda do Programa de Pós-Graduação em História Social da UFF, as mulheres negras eram ainda mais menosprezadas do que seus companheiros, porque não se encaixavam no conceito do que seria “feminino” em um país disposto a se tingir de branco.
— As revistas da época as abordavam de forma pejorativa, encaixando-as em estereótipos muito distantes do que seria o padrão de beleza ideal. Também eram oprimidas e, por isso, não tinham liberdade para participar do debate político — revela.
Ynaê reforça o protesto: a violência integrou a estrutura social da mulher negra, seja em casa ou em manifestações simbólicas, como a falta de associação entre sua figura e a maternidade.
Os escravos libertos fizeram o possível para conseguir seu espaço na sociedade. Representantes do movimento abolicionista criaram escolas noturnas, mas, na maioria dos casos, o projeto não foi à frente. No campo, não conseguiram emplacar uma reforma agrária que lhes garantisse a posse das terras que ocupavam. Nas cidades, enfrentaram dificuldades para entrar no mercado de trabalho formal. Revoltados com a falta de acolhimento político, muitos engrossaram as fileiras de líderes anarquistas na primeira década do século XX.
Segundo Júlio Cesar Dória, professor de História e doutorando da UFRJ, os negros também tentaram encaixar-se por vias mais tradicionais ao poder público, mas o resultado foi tímido.
— Em 1909, o advogado carioca Monteiro Lopes tornou-se o primeiro deputado federal negro do Brasil, mas ele não tinha respaldo dos anarquistas, que criaram jornais como “A voz do trabalhador” para denunciar a suposta farsa da democracia e do processo eleitoral — explica.
SEGREGAÇÃO NÃO FOI SUPERADA
Até hoje, os negros continuam longe do poder. Em 2016, 54,9% da população brasileira era de pretos e pardos. Ainda assim, eles corresponderam a apenas 29% dos prefeitos eleitos na eleição municipal daquele ano, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
— Praticamente não há negros entre as figuras mais influentes dos três poderes, porque a cor da pele ainda é pauta de poucos partidos políticos — critica Ynaê, que analisa por que negros elegem candidatos brancos. — Muitos eleitores votam de acordo com as pessoas que gostariam de ser, e não baseadas no que elas são.
A violência contra a mulher negra permanece como uma evidência da desigualdade racial. Levantamento divulgado no início do mês pelo Instituto de Segurança Pública mostra que as mulheres pretas e pardas são a maioria das vítimas de lesão corporal (53,3%), homicídio (61%) e estupros e tentativas de estupro (56,1%).
— As mulheres negras continuam na base da pirâmide social brasileira — lamenta Luara. — Continuam excluídas da estrutura econômica do país e sem acesso à educação. Desta forma, também estão fora do mercado do trabalho, já que conhecimento é poder.
A distribuição populacional no Rio é outra amostra de como a segregação do final do século XIX não foi superada. Uma pesquisa realizada no ano passado pela prefeitura revelou que pretos e pardos equivalem a 79% dos moradores de rua da cidade.
— O Rio já foi a cidade mais escravocrata do mundo — conta Ynaê. — Com o fim da escravidão e o advento da República, houve um processo de higienização e, nas décadas seguintes, de remoção de diversas favelas na Zona Sul. Nos bairros mais nobres, o negro não está no asfalto.

O GLOBO