quarta-feira, 24 de abril de 2019

Na Coluna do Ancelmo Gois


Coluna do Estadão




NOS JORNAIS

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 Seis políticos assassinados em menos de 2 anos

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Lula poderá pedir prisão domiciliar em setembro

 Reforma da Previdência passa no primeiro teste
 Reforma da Previdência passa na CCJ da Câmara
 STJ reduz pena e Lula pode deixar cadeia este ano
 CCJ da Câmara aprova reforma da Previdência com 48 votos

segunda-feira, 22 de abril de 2019

Velha Guarda Musical da Mangueira lança CD com obra de Geraldo Pereira

Geraldo Pereira era um gênio da raça. Saiu de Minas para enriquecer o samba carioca e o morro de Mangueira com grandes clássicos da nossa música. E agora a Velha Guarda Musical da escola retribui, lançando um CD com 14 preciosidades do mestre e que, além da tradicional voz de Tantinho conta com participações muito especiais. Uma pequena joia, embalada para presente, que terá seu lançamento oficial nesta quinta (25), às 19h30, com um grande show no Teatro Odylo Costa Filho, na UERJ.
Alcione entre o produtor Robson Lo Bianco e o maestro Paulão Sete Cordas (Foto: Divulgação)
Em 'Velha Guarda Musical da Mangueira Canta Geraldo Pereira', Tantinho da Mangueira dividiu com Maria Bethânia 'Falsa Baiana', que abre o CD. Zeca Pagodinho assumiu 'Sem Compromisso', também com Tantinho. Tantinho e Leci Brandão cantam 'Polícia No Morro'. Já a diva mangueirense Alcione interpretou 'Escurinho' e Nelson Sargento tem duas preciosas aparições: 'Até Hoje Não Voltou' e 'Até Quarta Feira'. 'Vai que Depois Eu Vou', foi interpretado por Jerônimo GG, Presidente da Ala de compositores da Verde e Rosa e 'Abaixo de Deus Foi Ela', por Martinho Jorge, que apesar de já fazer parte do grupo há 10 anos é o mais jovem de idade, entre todos.
Apostando na modernidade, o tradicional grupo resolveu colocar o CD disponível para compra no Mercado Livre (https://produto.mercadolivre.com.br/).
O disco faz parte de um plano de ação da Velha Guarda de resgatar e difundir a memória musical mangueirense, regravando parte da obra composta pelos seus poetas, que exaltaram a Verde e Rosa, sua história e personagens. "Estamos começando pelo Geraldo Pereira por conta do seu centenário (2018) e pretendemos gravar Cartola (as músicas pouco conhecidas do público), depois Nelson Cavaquinho, Carlos Cachaça, José Ramos, Padeirinho, Babau, Xangô, etc”, explica Robson Lo Bianco, curador e produtor executivo do projeto e também da Velha Guarda Musical, que teve direção musical e arranjos do maestro Paulão Sete Cordas e direção geral de Haroldo Costa.
Geraldo Pereira foi o criador do samba 'Sincopado', também conhecido como samba do 'Teleco Teco' e um dos expoentes da 'Bossa Nova', com a música 'Bolinha de Papel' que se tornou sucesso na voz de João Gilberto. Foi celebrado como um dos 25 compositores mais importantes na formação do que conhecemos hoje como MPB. Apesar de pouco conhecido do grande público, seus sucessos foram gravados por ícones da nossa música, como Chico Buarque, Gal Costa, Ciro Monteiro, Cartola, João Gilberto, Paulinho da Viola, João Nogueira, Nelson Sargento, Zeca Pagodinho, entre outros.
Morto precocemente aos 37 anos, Geraldo Pereira, sempre reconhecido por seu talento e inovações que trouxe ao samba, tem neste tributo realizado pela Velha Guarda Musical da Mangueira uma homenagem definitiva, original e cheia de brilho. Como a obra que deixou.
Do Jornal do Brasil

NOS JORNAIS

 

 Cada das tulhas pode ser interditada
 Governo quer acelerar votação de empréstimo na Assembleia

 #Sport42
 Campeão incontestável

 Temporal alaga, derruba árvores e atrasa voos no DF
 Só 3 de 15 setores da indústria dão sinais de recuperação
 Doleiros foragidos engessam há 1 ano ação da Lava Jato
 Arsenal de tiro esportivo já supera o da segurança privada

domingo, 21 de abril de 2019

NOS JORNAIS

 Municípios do Maranhão deixam de receber R$ 190 milhões e aplicam mal recursos de fundo destinado à educação

 Felipe Camarão revela - Mais de mil professores não davam aula no Maranhão
 25 cidades em situação de emergência no Maranhão

 Episódio final
 

 DNA feminino faz a diferença na capital
 Deixado de lado por Bolsonaro,Congresso impõe agenda própria
 Governo decreta sigilo de pareceres da Previdência
 Aposentados são maioria em um terço das cidades

sábado, 20 de abril de 2019

NOS JORNAIS

 

 Ministro de Bolsonaro diz que Lençóis terâo zona ecológica econômica
 25 cidades em situação de emergência no Maranhão

 De olho nos combustíveis
 BNB deve ser mantido; Governo negocia cargos

 A fé que se renova a cada estação
 Em dez anos,Congresso gasta R$2,8 bi para bancar "cotão"
 Obras de habitação popular estão sob risco de paralisação
 Milicianos faturam com resgate de carros roubados

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Bolsa Família do Brasil - FLÁVIA OLIVEIRA

É bem-vinda a rendição do capitão reformado Jair Bolsonaro e de seu modelo econômico liberal ao Bolsa Família, programa de transferência de renda tornado patrimônio do Estado brasileiro, não departidos ou grupo político.No inventário dos primeiros cem dias de governo, o presidente da República anunciou o pagamento de uma décima terceira parcela do benefício, que vai despejar R$ 2,58 bilhões na conta de 14,1 milhões de famílias em dezembro próximo. Reconheceu, assim, a importância social e econômica de uma política pública gestada em duas décadas e meia pela sociedade civil e por autoridades federais, com maior ou menor intensidade.
Foi em 1993 que o sociólogo Herbert de Souza, o saudoso Betinho, instou o país a debelara pobreza extrema via Açã oda Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida. A mobilização deu no lançamento, no primeiro governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2003, do Fome Zero. Era o embrião do Bolsa Família, versão mais bem acabada e multiplicada de um conjunto de programas sociais oriundos da gestão tucana de Fernando Henrique Cardoso, à frente o Bolsa Escola.

Nos anos de crescimento econômico, recuperação do emprego formal e ganho real do salário mínimo, apolítica de transferência de renda focalizada nos mais pobres fez as Nações Unidas retirarem o Brasil do Mapa da Fome em 2014. É título para quem consegue reduzira menos de 5% a proporção da população cujo consumo diário de alimentos é insuficiente para suprir as recomendações calóricas.

A partir daí, a recessão aguda que afundou a economia no biênio 2015-16 empurrou o país para o caminho de volta à vulnerabilidade. Em fins do ano passado, o IBGE revelou que o contingente de brasileiros com renda inferiora US $1,90( cerca de R$140 à época) passara a 7,4% dos habitantes em 2017. Emu mano, o total de miseráveis saltou de 13,5 milhões para 15,2 milhões de pessoas. É como se a população inteira de Curitiba tivesse cruzado a linha da pobreza aguda em 12 meses.

Numa economia que ainda patina, com atividade fraca, desemprego altíssimo, informalidade galopante e renda instável, o incremento no Bolsa Família é mais que necessário. O programa é o colchão que amortece a fragilidade, sobretudo, de mulheres, negros, crianças e nordestinos. Nas contas do economista Marcelo Neri, da FGV Social, nenhuma outra política nacional é tão eficiente em alcançar os pobres. Numa escala de focalização que vai de -1 a +1, na qual um extremo representa os miseráveis e outro, os mais ricos, o Bolsa Família equivale a -0,63 — próximo, portanto, dos mais pobres. Para efeito de comparação, a Previdência é +0,52, a direção dos ricos.

O décimo terceiro do Bolsa Família equivale a uma correção de 8,33%. Significa que, fosse adicionado ao benefício mensal ao longo do ano, em vez de ser pago de uma só vez, em dezembro, aumentaria em R$ 15,52 o repasse médio de R$ 186,23 aos 14,1 milhões de famílias atendidas pelo Ministério da Cidadania. Descontada a inflação, representaria ganho real de 3,5%. Na pesquisa Salariômetro, em que a Fipe acompanha acordos salariais país afora, ficou em 0,4% o ganho mediano dos trabalhadores acima do INPC, a inflação dos pobres, referência nas negociações sindicais.

Quando pingar na conta dos brasileiros, a parcela adicional do Bolsa Família provocará alívio imediato: renda em dobro concentrada num mês. Os efeitos na economia, principalmente nas pequenas e médias cidades das regiões mais pobres, também serão evidentes. Na Bahia, por exemplo, 1,8 milhão de famílias recebem o benefício; é mais gente que em São Paulo (1,5 milhão), estado que tem população total três vezes maior. No Rio, o benefício alcança 883 mil lares, com repasse de R$ 160 milhões neste abril. Neri estima que cada real desembolsado impulsiona o PIB em R$ 1,78: “É dinheiro que faz a roda da economia girar”.

Do ponto de vista fiscal, o governo Bolsonaro foi perspicaz em preferir o décimo terceiro ao reajuste. Corrigir o repasse mensal implicaria elevar também a linha de pobreza que habilita os brasileiros ao programa. Hoje, estão aptas famílias com renda domiciliar per capita inferior a R$ 89. A correção do benefício elevaria a linha de extrema pobreza para algo próximo a R$ 96. Assim, mais gente poderia entrar no programa. Sem a correção, o governo controla — no precário, logicamente — a quantidade de beneficiários e, com isso, o valor do desembolso adicional. Música para os ouvidos de uma equipe econômica assentada no lema da mão livre do mercado.

Lambe-lambe- Moradora de São José dos Índios, em São José de Ribamar


NOS JORNAIS

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