Desde as primeiras horas da manhã os operários formavam filas sinuosas próximo à agência do Sine, Sistema Nacional de Emprego, na rua da Paz.O órgão é vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária. Com malas e sacolas, os trabalhadores se espalharam pelo Largo de São João. Alguns se despediam das famílias na escadaria da Igreja de São João.
O primeiro ônibus estacionou no lado esquerdo da rua um pouco à frente da Casas Bahia do centro de São Luis, por volta das 10 horas. Segundo informação de um motorista de um dos ônibus aparentando dez anos de fabricação, a viagem até Altamira dura cerca de dois dias.
De acordo com um dos operários, as contratações são feitas com anotações na carteira. O salário prometido para o ajudante de pedreiro, por exemplo, é de pouco mais de R$ 900,00, disse um trabalhador com pouco mais de 20 anos.
A maior parte dos trabalhadores maranhenses que deixam o estado em busca de empregos em outros estados, no entanto, parte do interior do estado. Deduz-se que caravanas estão se deslocando do Maranhão para o sudoeste do Pará.
No site oficial do Sine a cidade de Altamira aparece com oferta de apenas 61 vagas, distribuídas para motorista de caminhão, mecânico de manutenção, operador de escavadeira, mecânico, auxiliar e ajudante de serviços gerais. A Norte Energia, consórcio responsável pela Usina de Belo Monte, não aparece entre as contratantes. Para São Luís o número de vagas chega a quase cinco vezes mais. São 298 vagas disponíveis para
Belo Monte é um das incógnitas do governo da presidente Dilma Rousseff para 2015, segundo noticiou nesta segunda-feira o jornal espanhol El País. A maior obra de infraestrutura do país tem previsão de entrar em operação a partir de fevereiro deste ano. A Norte energia pediu adiamento do prazo ainda no ano passado, mas encontrou resist}encia junto à Aneel. No final, a usina deve custas R$ 28,8 bilhões.