terça-feira, 22 de agosto de 2017

Iphan inspeciona objetos de 'magia negra'

Equipes do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) estiveram nesta segunda-feira,21, no Museu da Polícia Civil, no Centro do Rio de Janeiro, para inspecionar imagens, amuletos e roupas cerimoniais de um conjunto conhecido como “magia negra”. 

Os artigos foram apreendidos pela polícia provavelmente no início do século XX, com base no Código Penal de 1890, editado pouco depois da Proclamação da República (1889). De acordo com o código, o material era prova de crimes, já que a legislação da época proibia a “prática do espiritismo, da magia e seus sortilégios’.’

Os cerca de 200 objetos, tombados em 1938, fazem parte do acervo técnico do museu. Eles estão no centro de campanha “Libertem nosso sagrado”, criada no Facebook, e que visa a dar visibilidade a essas peças e transferi-las para outro local. Ainda não há acordo com a Polícia Civil. O assunto será tema de uma audiência pública convocada pelo deputado Flávio Serafini (PSOL), que acompanhou os técnicos do Iphan, junto da mãe de santo Meninazinha de Oxum e do deputado Marcelo Freixo (PSOL).

— O Iphan fará uma avaliação do estado do acervo. Na visita, abrimos apenas uma das 50 caixas porque essas peças exigem cuidado no manuseio. O objetivo agora é buscar apoio de alguma instituição que pesquise a origem dessas peças e se encarregue da restauração — disse Serafini.


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