quarta-feira, 7 de junho de 2017

Roberto Damatta

John Kennedy, que, com Barack Obama, foi um ator digno do papel de presidente do maior (mas não do melhor) país do mundo, completaria 100 anos se vivo estivesse. A melhor história sobre o filosófico “se” de sua ausência ocorreu em 21 de novembro de 1973, no encontro do primeiro-ministro australiano Gough Whitlam com o chairman Mao. Advertido de que Mao não gostava de papo furado, o ministro australiano, aproveitando que a data do encontro coincidia com a do assassinato de Kennedy, perguntou: “Se Nikita Sergeyevich Krushchev tivesse sido a vítima, como o mundo teria mudado?”. Ao que Mao respondeu, parcimoniosamente: “Penso que Mr. Onassis jamais teria se casado com a Senhora Krushchev”.

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