quarta-feira, 17 de maio de 2017

Mateus descumpre Código do consumidor e leis estaduais sem ser importunado

   
    A rede de supermercados Mateus continua mantendo comportamento abusivo com seus clientes. Embora o Código de Defesa do Consumidor não seja explícito em relação ao troco, a constante falta deste pode ser classificada como abusiva.

   Nas gândolas do Mateus, raros são os produtos vendidos a preço de fracionado de real. São preço quebrados como R$ 4,72 ou R$ 10,99, este último relativo ao kilo de pão francês, entre outros consumidos em larga escala.

    Nos caixas da rede de supermercado que avança para o monopólio no estado é impossível encontrar uma moeda de R$ 0,01.  Fica evidente a intenção do Mateus em promover compras em volume. Mesmo assim, sempre esbarra na falta de troco.  A estratégia do estabelecimento é repassar a responsabilidade ao operador de Caixa, responsável por aplacar a indignação do comprador ou constrangê-lo numa sociedade carente da consciência de direitos.

    A presunção de que o comércio esteja preparado para praticar vendas com a moeda nacional corrente está explícita no Código.

    Vender produtos com finais em R$ 0,99 ou R$ 0,09 é um ardil baseado em estudos que constatam que o consumidor ler da esquerda para a direita. Portanto, a decifração do preço começa pelo primeiro algarismo.

    O Procon-MA excluiu o Mateus de sua rota de fiscalização. O máximo que realiza nas dependência das lojas Mateus é o comparativo de preços em datas especiais de aquecimento do comércio. Neste caso a tabela estimula favorecimento.

    Parceiro dos projetos estaduais de incentivo ao esporte e à cultura, o empresário Ilson Mateus é apontado como beneficiário em um esquema conhecimento como Máfia da Semfaz, que enreda a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB). Seu nome emergiu no escândalo para em seguida hibernar na contenda política. A postura de desconsiderar leis por parte do empresário é corriqueira. Nas lojas do supermercados a figura do empacotados – com legislação sancionada e em pleno vigor – está se tornando tão raro quanto as moedas de R$ 0,01 ou de R$ 3,00.

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