quarta-feira, 31 de maio de 2017

Bailarino do Theatro Municipal do Rio atua no Uber para pagar contas


Uma das instituições mais tradicionais do país está sofrendo com a crise econômica. O Theatro Municipal do Rio de Janeiro não consegue pagar em dia seus 200 mil servidores, obrigando-os a arranjar outros trabalhos para que possam pagar as contas. É o caso de Filipe Moreira, o primeiro-bailarino do local.
Após vender seu carro para manter as contas em dia, o artista teve que usar o automóvel de sua mãe para virar motorista do Uber. Além de não ter recebido o 13º de 2016, o salário de março foi pago somente na segunda semana de maio.
“Fomos pensando em alternativas e a Uber é uma maneira rápida de conseguir trabalho. Sou bailarino, mas sei dirigir”, afirmou o artista. Ele trabalhou no aplicativo em março e abril para juntar dinheiro e se manter por um tempo. Porém, se os atrasos continuarem, ele terá que voltar ao banco de motorista.
Tempos áureos
Antes da crise, o Theatro Municipal exigia dedicação exclusiva de seus artistas. Porém, sem condições de pagar os salários – o que impede muitos até de terem dinheiro suficiente para comprar passagens e alimentos –, tiveram que afrouxar a rotina.

Por conta disso, os espetáculos foram suspensos. Ainda assim, os artistas da instituição continuam ensaiando quando podem, para não perderem a forma. Enquanto isso, outros funcionários vendem bolos e roupas usadas, como alternativa para seu sustento.
 Da UOL

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