segunda-feira, 17 de abril de 2017

“Martírio” no Cine Praia Grande é melhor filme em cartaz na cidade

No “leilão da resistência”, realizado em dezembro de 2013 para financiar milícias postadas contra indígenas a mando de fazendeiros, a senador Kátia Abreu (PMDB-TO) dispara: “Precisamos agora resolver o problema dos índios nesta país”. Os urros dos ruralistas do enclave remontam a asquerosa klu klux klan norte-americana em solo da mãe gentil.

A ex-ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff (imperdoável equívoco) é sucedida por outras vozes do mesmo quilate, como Ronaldo Caiado e outros tantos vis.

Kátia, Caiado, Blairo Maggi são criminosos citados em delações da Operação Lava Jato por receberem dinheiro da Odebrecht para promoverem campanhas milionárias e não declararem à Justiça Eleitoral. Eles exaltam o agronegócio como essencial tábua de salvação para o país. No Congresso eles integram a bancada ruralista, signatária do golpe que desbancou o governo eleito em 2016.

A cena está em “Martírio”, filme em cartaz no cine Praia Grande- com sessões em horários não muito favoráveis - que certamente não ganhará resenha na imprensa que incensa belas e feras e outros ficções na era netflix.

"Martírio" sintetiza a luta dos índios brasileiros – com foco no Mato grosso do Sul onde os Guarani – Kaiowá resistem pela posse ancestral da terra e lutam contra o genocídio em curso em pleno século XXI abaixo do Equador. O documentário dirigido por Vicent Carelli tem imagens in loco do martírio de um povo e a histórica invasão dos índios ao Congresso Nacional. Premiado em vários festival, o filme é essencial neste momento. 

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