terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Drag maranhense Pabblo Vittar emplaca hit no carnaval de 2017

      Novidade do carnaval é a cantora maranhense Pabllo Vittar que emplacou o hit recém-lançado "Todo dia", uma das dez faixas do disco 'Vai Passar mal', o primeiro da carreira. Nele ela canta que 'a alegria e a liberdade que cercam o Carnaval deveriam sobreviver à Quarta-feira de Cinzas". Tá virando um refrão no pré-carnaval pelo país. Pode ser ouvida no youtube de graça. Já são mais de um milhão e meio de visualizações.
 Produzido por Rodrigo Gorky, do Bonde do Rolê, o disco da cantora tem participações como Rico Dalasam, Mateus Carrilho (da Banda Uó) e Diplo, produtor musical e DJ norte-americano que é referência internacional. Destaque na cena drag queen brasileira, Pabllo convida ainda Lia Clark, outro nome forte do movimento. 
    “É muito importante que as pessoas vejam a diversidade da cultura drag e de todas as cenas artísticas no mundo. Temos que nos juntar ao invés de nos separar, juntas somos mais fortes e chegaremos cada dia mais longe. Esse é meu primeiro álbum e quis juntar muitas das referências que tenho. A música brasileira é muito diversa para se explorar apenas um pedacinho disso tudo. Se podemos juntar tudo e fazer uma salada musical gostosa, por que não fazer isso?”, se diverte a cantora.
   Misturando do pop ao funk, com paradas no forró,  samba, trap e eletrobrega.      Pabblo Vitta está radicada em São Paulo, mas mantém contatos permanentes com o Nordeste, de onde retira suas referências culturais.
    Dos vídeos do Youtube, plataforma em que gravava covers, a artista tem se projetado para todo o País na televisão aberta. Pabllo está, há duas temporadas, à frente da banda do programa global Amor & Sexo, atração comandada por Fernanda Lima e que tem batido recordes de audiência. “Hoje consigo trabalhar com pessoas talentosíssimas e viajar o País todo com meus shows”, celebra a cantora de apenas 22 anos.
    Sobre o avanço do conservadorismo político e social que o Brasil e o mundo vivenciam, ela prefere reagir com criatividade e militância. “O ódio está ‘bombando’ nas ruas e nas redes sociais, precisamos ser mais fortes e lutar”, projeta. Para ela, o enfrentamento se faz principalmente na escolha dos discursos que serão adotados nas canções.
    Quanto ao uso do adjetivo “vadia” como sinônimo de mulher livre na música Todo Dia, ela diz não temer interpretações pejorativas. “Somos vadias todo dia sim, seremos vadias o tempo todo e seremos vadias pra sempre. Ser vadia é ser você mesma, usar o que quer, como quiser e quando quiser”, milita.
    Num cenário da música popular brasileira em que despontam nomes como Lineker e Johnny Hooker, artistas que passeiam entre os gêneros masculino e feminino, Pabllo encontra terreno fértil para se mostrar à vontade. “Eu caminho muito entre o feminino e o masculino e defendo que as pessoas sejam livres para buscar conhecimento do seu próprio corpo”, pondera a cantora. 
    A cantora começou a fazer sucesso com o samba "Open Bar", versão de Lean On, do grupo de música eletrônica Major Lazer. A partir daí, ela gravou outras versões em português de artistas de destaque internacional - como Beyoncé e Ellie Goulding. A partir de trabalhos soltos na web, Pabllo juntou as canções e gravou um EP. De 2015 para cá, só conquistou olhares e produtores do Brasil e do mundo, como Diplo - que inclusive compõe a Major Lazer. 

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