segunda-feira, 30 de novembro de 2015

FRASE DO DIA

"Agora, essa coisa de todo mundo só falar mal dos políticos não está bem. Deve ter político ruim, mas deve ter político bom também. Acho que a mídia, nesse caso, tem um grande trabalho para fazer: falar bem da democracia, e falar bem da política. O político pode ser ruim e ilegítimo, mas é preciso recuperar o papel da política como atividade legítima."

Constanza Moreira, senadora e cientista política do Uruguai em entrevista a O Globo, na edição desta segunda-feira, 30.


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 81 assassinatos somente em novembro
Região
Jornal do Commercio: Estado em emergência
Meio Norte: Garantido dinheiro da guerra contra o mosquito
O Povo: Por que Fortaleza está tão quente
Nacional
Correio: STF mantém banqueiro na cadeia
Folha: Anotação aponta que BTG pagou R$ 45 mi a Cunha por emenda
O Estadão: Documento diz que BTG pagou R$ 45 milhões a Cunha
O Globo: MP investiga anotação que cita propina de BTG a Cunha
Zero Hora: Transbordou

II São José de Ribamar Jazz & Blues - Cris Dellano

domingo, 29 de novembro de 2015

Nada justifica atentados - FERREIRA GULLAR

 
O mundo inteiro ficou chocado com os atentados que, na sexta-feira (13), mataram e feriram mais de uma centena de indivíduos, em Paris. Onde quer que ocorressem, tais atos de selvageria teriam horrorizado as pessoas, mas, em Paris, ganharam um grau particular de afronta ao mundo civilizado, por ser aquela uma cidade símbolo do culto às artes e à liberdade. Tudo leva a crer, portanto, que aquela não foi uma escolha eventual dos terroristas islâmicos, e sim a explícita e desvairada manifestação de que seu propósito é pôr fim ao mundo civilizado.
    Pode parecer exagero, uma vez que não será o assassinato absurdo de inocentes e a explosão de casas de espetáculos e restaurantes que os conduzirá ao seu delirante objetivo. De qualquer modo, movidos por esse propósito, submetem ao terror uma nação inteira.
    Se há uma coisa difícil de evitar é atentado terrorista. É verdade que a frequência dessas ações termina por oferecer ao agredido elementos que o ajudarão a prever e se antecipar a novos ataques, mas anulá-los definitivamente é quase impossível, enquanto o núcleo gerador dos ataques se mantiver atuante.
    No caso do Estado Islâmico, a coisa é mais complicada ainda, por envolver jovens de origem muçulmana, alguns dos quais nascidos na Europa, mas que, por sua formação religiosa, são facilmente cooptados pelos terroristas e passam a seguir suas decisões. Os atentados em Paris deixaram isso bem claro. Os terroristas que dele participaram eram descendentes de árabe, que o Estado Islâmico cooptou e adestrou ideológica e militarmente para atacarem o país (ou países) onde nasceram e onde vivem.
    Não li nada sobre isso, mas acredito que, se a escolha do objetivo deve partir dos dirigentes do Estado Islâmico, o planejamento e a execução são obra dos grupos que realizam os atentados. Esses são, na verdade, fiéis seguidores de uma concepção de islamismo caracterizada por fanatismo delirante, conforme o qual quem não adere a ele deve morrer.
    Não se trata apenas de um princípio doutrinário, e sim de uma prática que tem sido executada de modo implacável, como demonstram as frequentes execuções de "infiéis" que não aderem a esse fanatismo. Milhares de muçulmanos dos povoados e cidades que o Estado Islâmico ocupou foram sumariamente executados em nome de Alá.
    Por outro lado, se os terroristas não respeitam a vida alheia, tampouco se apegam à sua própria, como demonstra a frequência como se suicidam, detonando as bombas que trazem presas ao corpo. Há, porém, uma diferença entre os dois tipos de mortes: os infiéis, que eles executam, vão para o inferno, enquanto eles, os suicidas, vão para o seio de Alá, onde os esperam 72 virgens, para cada um. Não estou dizendo nada de novo; ao contrário, apenas repito o que todo mundo sabe e que eles próprios alardeiam.
    Por isso mesmo, causou-me surpresa a opinião de alguns comentaristas nos jornais e na televisão, segundo os quais os atentados terroristas ocorridos em Paris teriam sido consequência da discriminação com que são tratados, na França, os descendentes de árabes. Ou seja, a culpa pelos atentados, no fundo, cabe às vítimas, e não aos terroristas. Claro, os tais comentaristas não aprovavam os atentados, mas sugeriam que, se os imigrantes tivessem sido melhor tratados pelos europeus, nada daquilo teria acontecido.
    É verdade que, em seus comentários, não afirmaram isso claramente, mas é o que estava implícito em seus argumentos. Certamente, ninguém vai negar que haja, na França, como em outros países europeus, discriminação contra imigrantes, sejam eles árabes, africanos ou latino-americanos. Isso, porém, não justifica o assassinato de alguém, muito menos de centenas de pessoas, que os terroristas nem sabem quem são, algumas das quais nem francesas eram. Terrorismo não pode ser justificado em qualquer hipótese.
    Não sei bem o que leva pessoas inteligentes e informadas a adotarem tal posição. Admito que a chamada civilização ocidental não prime sempre pelo amor ao próximo e o respeito à vida. Ainda assim, já de há muito renegou o terrorismo como modo de afirmar suas convicções. Fundamental é olhar os fatos com isenção.
Folha

Charge do dia - CABALAU (O Estado do Maranhão)


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Faltam palavras...
Região
Diário do Pará: Eleitores reprovam Zenald. Helder é preferido para o governo
Jornal do Commercio: Governo confirma ela entre microcefalia e zika
O Povo: Fim da impunidade
Nacional
Correio: Delação põe o Mané de olho da Lava-Jato
Folha: Para brasileiros, corrupção é maior problema do país
O Estadão: Prisão de Delcídio acelara investigação sobre o Planalto
O Globo:Minha Casa é alvo de mais de 300 inquéritos
Zero Hora: DAER desmontado

sábado, 28 de novembro de 2015

NAURO MACHADO (*2\08\1935 - 28\11\2015***********************

VELHO AMIGO POETA
Chico Maranhão
Velho amigo poeta, bom dia pra ti,
nesta manhã incerta, onde eu aprendi
que a vida é qualquer embarcação
sobre o mar da tormenta da paixão,
como vai o teu riacho de aluvião,
onde os barcos são pedras de carvão,
que acende assando o pão
da poesia irmão,
me conta como vão os teus pezinhos de romão,
e aquele mamoeiro macho sem razão,
que embaixo a seiva mata tuas
impingens com algodão…
Caro amigo poeta um beijo pra ti,
como vai meu colega, como vais aí?
como vai tua casa, teu clangor,
como vai tua paz interior,
como vai o teu porão de raro explendor,
onde um lenhador,
carpinteiro é dada a arrumação do fogo incendiador,
do rumo das caldeiras mortas do nosso motor,
senhor dos parreirais de brasa e de calor,
amigo, irmão, papai, pequena lágrima de amor…
Como vai teu filho, teu querido filho,
teu retrato de criança, ramo dum buquê da infância,
a rolar pelo capim, a correr pelo capim, a brincar
pelo capim.
Me conta de lá,
dos teus rios onde as margens correm pra beber,
me conta de lá,
dos teus mares onde as ondas são de cabarés,
me conta de lá,
dos teus olhos onde as covas são da viuvês…
me conta de lá,
das pitangas do ingá,
do cupim, da mambira do camurupim
da guariba do papa-capim,
dos garités…
das travessias que não davam pé.
Como vão os torqueses de nervos à cata do coração?
Como vão as toalhas de mesa dos fins de conversas
da Viana Vaz?
Como vai nosso sonho de linho, gomado a ferro
morno, um tostãozinho?
como vão as sandálias que calças com arte,
fivela pra fora da parte
da perna da calça, a única causa que tens no chão.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Acessibilidade zero
O Imparcial: Caso Delcídio nas mãos de João Alberto
Região
Jornal do Commercio: Muito pior que o 7 X 1
O Povo: Muito mais que 90 minutos
Nacional
Correio: A dupla que faz tremer a República
Folha: Andrade Gutierrez confessa propina e aceita pagar R$ 1 bi
O Estadão: Empreiteira pagará R$ 1 bi e citará 2 senadores em delação
O Globo: Governo vai parar
Zero Hora: Tenho certeza de que apanharia até morrer

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

FRASE DO DIA

"...não devo porra nenhuma a ninguém e não tenho conta na Suíça."
Senador Romário (PSB-RJ), citado na conversa de Delcídio na participação de um acordo com o pefeito do Rio, Eduardo Paes, para apoiar candidato Pedro Paulo em troca de dinheiro na Suiça.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 14 casos de microcefalia são confirmados no MA
O Imparcial: Dez casos confirmados de microcefalia no estado
Região
Jornal do Commercio: Corrupção trava o país
O Povo: Chacina na grande Messejana - Quinze dias após tragédia, silêncio no Curió
Nacional
Folha: Delcídio diz que agiu por questões humanitárias
O Estadão: "Foi questão humanitária", diz Delcídio sobre oferta a Cerveró
O Globo: Prisão de Delcídio pode paralisar o governo
Zero Hora: Prisão de Delcídio e atraso em votações assustam o Planalto

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

No Panorama Político do ILIMAR FRANCO

Sarney põe as barbas de molho

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Suspeito confessa que matou criança
O Imparcial: "Gambiarras" - Ameaça a prédios no centro histórica
Região
Jornal do Commercio: Sem defesa
O Povo: Delcídio do Amaral - Os efeitos de uma prisão histórica
Nacional
Correio: Perdeu, senador
Folha: STF prende senador e banqueiro acudados de sabotar a Lava Jato
O Estadão: PF prende Delcídio, líder do governo no Senado, e banqueiro André Esteves
O Globo: "O crime não vencerá a justiça"
Zero Hora: Lava-Jato prende senador e banqueiro

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Roberto Rocha e João Alberto votam contra prisão de Delcídio Amaral

    Os senadores Roberto Rocha (PSB) e João Alberto de Souza (PMDB) votaram pelo relachamento da prisão do líder do governo no senador Delcídio Amaral (PT-MS), preso pela Operação Lava Jato nesta quarta-feira, 25, por tentativa de obstruir os trabalhos de investigação de desvios na Petrobras. O senador Edison Lobão (PMDB), ex-ministro das Minas e Energia nos governo Dilma e Lula, se absteve de votar na sessão que decidiu em voto aberto sobre a manutenção ou relachamento da prisão do senador petista. Lobão também foi citado na Lava Jato.
    Dos 72 senador presentes em plenário, 13 votaram contra a prisão, e 59 pela manutenção da prisão. O senador Renan Calheiros, presidente da Mesa Diretor é liberado do voto.
    No argumento sobre sua posição contrária à prisão do líder do governo, o senador Roberto Rocha recordou a prisão do deputado Remy Trinta, em 1998, às véspera de assumir o mandato na Câmara Federal por crime de racismo. Na época presidia a Câmara o hoje vice-presidente Michel Temer.
    Em matéria no portal da Folha, o nome do senador pelo Maranhão foi substituído pelo senador Roberto Requião (PMDB-PR).

Contra a prisão de Delcídio Amaral:
Ângela Portela ( PT-RR)
Donizetti Nogueira (PT-TO)
Fernando Collor (PMDB-AL)
Gleise Hofmann (PT-PR)
Humberto Costa (PT-PE)
João Alberto de Soua (PMDB-MA)
Jorge Viana (PT-AC)
José Pimentel (PT-CE)
Lindenberg Faria (PT-RJ)
Paulo Rocha (T-PA)
Regina Sousa (PT-PI)
Roberto Rocha (PSB-MA)
Telmário MOta (PDT-RN)

Jomar Moraes revisita invasão dos holandeses no Maranhão

    Mais ocupado e preocupado com o preparo e lançamento de reedições importantes da bibliografia maranhense, o escritor Jomar Moraes há tempos não produzia um livro seu.
    Vem, porém, recentemente de fazê-lo, com o preparo do volume “Pretexto para pré-textos”, que reune13 ensaios originais justamente da atividade de editor cultural, que Jomar Moraes exerce continuamente há mais de 40anos, graças a qual já devolveu aos leitores contemporâneos dezenas de títulos fundamentais da cultura maranhense.
    “Pretexto para pré-textos” será lançado justamente com reedição de “Holandeses no Maranhão”, do saudoso professor Mario Meireles, dia 26 deste, quinta-feira, às 19 horas, na Academia Maranhense de Letras.

Precisa-de de maestro


FRASE DO DIA

"O papel mais adequado do artista é ser de oposição."
Lobão,cantor, compositor, instrumentista e autor de livros em entrevista ao jornal O Globo, da rede de comunicação dos Marinho.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Dengue ameaça 25 municípios
O Imparcial: Empresas ameaçam parar as obras de duplicação da BR 135, diz dnit
Região
Jornal do Commercio: Estado amplia rede para engfrentar a microcefalia
O Povo: Choró - Tragédia em prefeitura
Nacional
Correio: Assim, vai faltar cadeia!
Folha: Amigo de Lula é preso, acusado de fraude ara financiar o PT
O Estadão: PF prende amigo de Lula e investoga créditos do BNDES
O Globo: Reajuste do ,ínimo e de servidor podem ser adiados
Zero Hora: Bosegio tem mandato cassado na Assembleia

terça-feira, 24 de novembro de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Morto por um celular
O Imparcial: Porto do Itaqui começa a exportar bois vivos
Região
Jornal do Commercio: Guerra ao aedes aegypti
O Povo: MP cobra da prefeitura alvará de galpões
Nacional
Folha: Barragem que se rompeu também tinha lama da Vale
O Estadão: Macridiz que pedirá suspensão da Venezuela do Mercosul
O Globo: Dilma deve se opor a Macrisobre Venezuela
Zero Hora: O Premier quer guerra

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: 14 mortes violentas marcam fim de semana no Estado
O Imparcial: 10 mil fazem prova da Força Estadual de Saúde
Região
Jornal do Commercio: Apelo contra as armas
O Povo: Municípios fecham serviços e agravam crise na capital
Nacional
Correio: Regularizar condomínios é saída para ter dinheiro
Folha: Macri vence na Arentina epõe fim a 12 anos de kirchnerismo
O Estadão: Argentina elege Macri e põe fim à era Kirchner
O Globo: Macri vence, mas não terá maioria no congresso
Zero Hora: Ganhou e festejou

domingo, 22 de novembro de 2015

Cidade sem lei - FERREIRA GULLAR

   Viver no Rio de Janeiro não está fácil. Sei de várias pessoas que, embora adorando a cidade, resolveram ir embora. As razões são muitas, desde a insegurança, que cada vez mais atemoriza as pessoas, até o caos urbano, que vai se impondo em quase todos os bairros.
    As causas dessa situação certamente são várias, mas, dentre elas, a que nos parece ser a principal é o total desrespeito às normas do convívio social e que se manifesta a todo momento e em todos os lugares. A permissividade se instalou no comportamento de considerável parte da população carioca, a tal ponto que, se alguém se atreve a reclamar, estará sujeito a represálias. Quem se comporta conforme as normas sociais é considerado "careta".
    Como se sabe, as normas sociais foram criadas para permitir o convívio pacífico das pessoas. Graças a elas, cada indivíduo é educado para saber o que lhe é permitido fazer e o que não lhe é permitido, ou seja, o meu direito termina onde começa o direito do outro.
Sim, mas não é assim no Rio. Aqui o dono de um boteco de uma porta só ocupa a calçada em frente com cadeiras e mesas para servir bebidas alcoólicas a dezenas de pessoas. Põe sobre sua porta um aparelho de televisão que transmite os jogos de futebol pela noite adentro, sendo que, a cada gol, aquela torcida berra. Mas e a família que mora no primeiro andar, em cima do boteco? Não pode ver a novela, não pode ouvir música e não vai poder dormir tão cedo.
    Pergunto: a lei permite isso? Claro que não. Perturbar o sossego público é crime, mas não aqui no Rio. Sábado passado, fui caminhando pela rua Barata Ribeiro, uma das principais de Copacabana, e me surpreendi com a quantidade de bares e restaurantes que ocupam as calçadas com cadeiras e mesas. É quase impossível passar por ali. O transeunte tem que descer da calçada para a pista por onde passam ônibus e automóveis, correndo o risco de ser atropelado.
    Faz pouco tempo, isso era coisa rara, ocorria apenas na avenida Atlântica, cujas calçadas são bastante amplas, permitindo o livre caminhar das pessoas. Agora, a ocupação das calçadas pelos botecos, lanchonetes e restaurantes ocorre em todos os bairros e as autoridades, que deveriam zelar pelo cumprimento das leis, nada fazem. Por quê?, perguntamos nós, cidadãos, prejudicados em nossos direitos. Será que os encarregados de manter a ordem recebem propinas? Em São Paulo estava acontecendo o mesmo abuso, mas o prefeito proibiu, segundo soube.
    Entre janeiro e maio deste ano, o Instituto de Segurança Pública do Rio realizou um estudo detalhado para avaliar os problemas de segurança da cidade. O resultado, ainda que previsto, foi assustador: de um total de 345.964 ligações para o telefone 190 da polícia, 51.405 reclamavam da perturbação do trabalho ou do sossego. Mais de 17 mil queixavam-se dos sons vindos do vizinho; mais de 11 mil, vindos dos bares; e mais de 10 mil, da via pública, e por aí vai...
    Um morador do bairro de Santa Teresa, depois de telefonar dezenas de vezes pedindo a ajuda da polícia para poder dormir, desistiu e passou a dormir em casa de parentes e conhecidos. É que a polícia vem, obriga o cara a abaixar o som, mas, assim que vai embora, ele o põe mais alto ainda para se vingar do chato que, veja você, deseja dormir!
    É que a chamada lei do silêncio não serve para nada. As próprias autoridades admitem que é quase impossível aplicá-la. A lei que serve para deter esses abusos é a que pune os atentados ao sossego público, porque é disso que se trata. A indiferença das autoridades a esses abusos chega, no Rio, às raias do absurdo. Se vier à nossa cidade maravilhosa tenha cuidado ao atravessar uma rua, porque aqui frequentemente alguém é atropelado por uma bicicleta, um triciclo ou motocicleta, pois andam todos na contramão e em alta velocidade. Para eles também não há sinal fechado, já que desobedecê-lo, no Rio, não é exceção, é a regra. E as motocicletas, que andam com o cano de descarga destampado apenas para fazer barulho e atordoar as pessoas?
A verdade é que o Rio, hoje, é uma cidade sem lei. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: De barcou ou a pé, o desafio de chegar à escola
Região
Jornal do Commercio: De alma lavada
O Povo: Relatos de hostilidade
Nacional
Correio: Grilagens e invasões desfiguram o DF
Folha: Ação que cassar rádios e TVs de parlamentares
O Estadão: PGR recorre contra decisão de Teori de fatiar Lava Jato
O Globo: Barragens de alto risco ameaçam 540 mil pessoas
Zero Hora: Dizimados na própria casa

sábado, 21 de novembro de 2015

Vídeo do dia - "Macaquinhos" no Sesc e a arte da explosão anal

Performance dconcebida por Caio, Mavi Velos e Yang Dallas durante uma residência artística no 
Núcleo de Dirceu, em Teresina, no Piauí. 

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: PIB do Maranhão salta para R$ 67,5 bilhões
O Imparcial: 7.902 vagas para seletivo ara a saúde no Estado
Região
Diário do Pará: Polícia prende 22 de uma só vez
Jornal do Commercio: Menos emprego e mais endividamento
O Povo: Operação contra "PCC do Norte" prende 6 no Ceará
Nacional
Correio: A fatura chegou. Tome cuidado. Pode ser golpe
Folha: Emprego formal cai em ritmo recorde
O Estadão: Oposição recorre à justiça para afastar Cunha do cargo
O Globo: Terror leva Europa a rever acordo de fronteiras
Zero Hora: Deputado renuncia para eviar golpe

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Assassinato de blogueiro no Maranhão repercute no país


MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Duas agências dos Correios assaltadas
O Imparcial: 40 mil familias recem cesta de alimento em São Luís
Região
Jornal do Commercio: Choque de realidade
O Povo: Manobra fracassa e Cunha enfreta rebelião na Câmara
Nacional
Correio: Vergonha lá dentro...Desordem lá fora
Folha: Cunha manobra e adia processo, mas vira alvo de ataques
O Estadão: Cunha age e evita sessão do Conselho de Ética
O Globo: Cunha trabalha para atrasar e provoca levante
Zero Hora: RS não tem verba para produção de droga polêmica

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Estadão - MP diz que cunhado de Roseana queimou provas



MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Seis são presos por suspeitas de agiotagem
Região
Jornal do Commercio: Repacto pela vida
O Povo: Chacina - Controladoria para a comandar investigação
Nacional
Correio: Tiros, bombas, prisões e intrigas na Esplanada
Folha: França diz que operação policial evitou novo ataque
O Estadão: Ação da polícia francesa pode ter matado líder de atentados
O Globo: Coalisão ataca poços de petróleo do Estado Islâmico
Zero Hora: Cortando o terror pela raiz

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Maioria dos deputados do Maranhão votou contra reajuste do Poder Judiciário

    Dos 18 deputados federais da bancada do Maranhão, apenas dez participaram da votação no Congresso Nacional que manteve o veto presidencial ao rwajuste de até 78% nos salários dos servidores do Poder Judiciário. 
    A matéria faz parte do projeto de lei 7.920\2014. Presente no plenário, o deputado Rubens Pereira Júnior se absteve de votar pela derrubada (sim) ou manutenção do veto(não). Dos 12 deputados do PCdoB em plenário, além de Rubens se absteve de votar a deputada Alice Portugal, da Bahia. Ao todo, foram 11 abstenções.
    Dos 132 deputados que votaram favoráveis à manutenção do veto da presidente Dilma (não), cinco foram de parlamentares do Maranhão. Vice-presidente da Mesa diretora da Câmara, o deputado Waldir Maranhão (PP) votou pela derrubada do veto.

QUEM VOTOU
Rubens Pereira Júnior(PcdoB) Abstenção
Junior Marreca (PEN) Não
Alberto Filho (PMDB) Sim
João Marcelo Souza (PMDB) Sim
Waldir Maranhão (PP) Sim
Juscelino Filho (PRP) Não
Aluisio Mendes (PSDC) Sim
Zé Carlos (PT) Não
Pedro Fernandes (PTB) Não
Sarney Filho (PV) Não

QUEM FALTOU
André Fufuca (PEN)
Conceição Formiga (PDT)
Eliziane Gama (Rede)
Kléber Verde (PRP)
Hildo Rocha (PMDB)
João Castelo (PSDB)
Victor Mendes (PV)
Zé Reinaldo (PPS)

Estadão - PF pede prisão de ex-secretário de Roseana


Ricardo Murad, alvo da Operação Sermão aos Peixes, seria 'mentor de organização criminosa' para fraudes com recursos do Fundo Nacional de Saúde; Polícia Federal apura vazamento da investigação e incêndio em local que seria alvo de buscas

Julia Affonso, Valmar Hupsel Filho, Ricardo Galhardo e Andreza Matais
A Polícia Federal informou nesta terça-feira, 17, que pediu à Justiça Federal prisão preventiva do ex-deputado estadual Ricardo Murad – cunhado da ex-governadora do Maranhão Rosena Sarney (PMDB) – sob suspeita de desvios de recursos destinados à Saúde, entre 2010 e 2013. Murad é alvo da Operação Sermão aos Peixes. Ex-secretário de Saúde na administração Roseana, ele foi conduzido coercitivamente para depor na sede da PF em São Luís. Os federais fizeram buscas na residência de Murad, onde recolheram 20 quadros e obras de arte. Também foi apreendido o veículo de luxo dele, uma Toyota SW 4.
A PF atribui a Murad o papel de ‘mentor e comandante de organização criminosa’ que desviou pelo menos R$ 1,2 bilhão dos recursos do Fundo Nacional de Saúde destinados ao sistema de saúde do Maranhão. “Já pedimos a prisão dele (Murad) no primeiro monento e insistimos nesse pedido. Cabe à Justiça decidir. Existe o pedido. A avaliação cabe ao Judiciário”, informou o delegado Sandro Jansen, coordenador do Núcleo de Operações da PF no Maranhão.
Segundo Jansen, a pedido da PF, a Justiça Federal expediu 12 mandados de prisão preventiva, 26 de condução coercitiva e 56 de buscas. A Justiça decretou o sequestro de bens dos investigados e bloqueio de contas de empresas no montante de R$ 100 milhões e de pessoas físicas, inclusive Murad, no total de R$ 10 milhões.
Segundo o delegado Sandro Jansen, coordenador do Núcleo de Operações da PF no Maranhão, de um total de R$ 2 bilhões a gestão Murad na Saúde teria desviado 60%. Parte do montante supostamente desviado teria financiado campanhas eleitorais. “A hipótese não está descartada”, informou a PF.
A PF informou que investiga o caso desde 2012, mas só agora desencadeou a operação ‘porque é uma Polícia que respeita regras’. Segundo a PF, Sermão aos Peixes ‘é um trabalho lento, um tabalho de formiguinha, sob pena de praticar uma injustiça contra quem não tem envolvimento’.
A assessoria de Ricardo Murad comunicou que ele não iria se manifestar sobre a Sermão aos Peixes, da qual é alvo. A defesa assinalou que o cunhado de Roseana não tem conhecimento do conteúdo da investigação.
A Operação Sermão aos Peixes mobilizou 200 agentes e delegados da PF.
A PF apura vazamento de informações da investigação. Há alguns meses, ocorreu um incêndio em um local que seria alvo de buscas. Os federais suspeitam que integrantes da organização que desviou verbas da saúde tentaram destruir provas.
Na segunda-feira, 16, a PF teve que antecipar a Sermão aos Peixes por suspeita de vazamento de informações sigilosas. As primeiras ordens de buscas foram cumpridas.
Auditoria especial da Controladoria-Geral da União  ‘encontrou falhas e desvio de verbas em terceirização da gestão hospitalar do Maranhão. A CGU  realizou a fiscalização no Maranhão a partir de solicitação da Polícia Federal, para apurar supostos desvios de recursos da Secretaria de Estado da Saúde, por meio da terceirização da gestão hospitalar da rede pública estadual. O relatório serviu como base de informações para a operação especial Sermão aos Peixes.
Os técnicos da CGU fizeram análise de dados do período de 2010 a 2013 e apontaram  a existência de ‘uma cadeia de irregularidades na aplicação dos recursos aportados ao Fundo Estadual de Saúde’. As constatações da auditoria apontaram para um prejuízo potencial de mais de R$ 114 milhões de reais.
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Entre as irregularidades auditadas está a montagem dos processos e direcionamento das contratações que deram origem aos Termos de Parceria e Contratos de Gestão celebrados com a Ong Instituto Cidadania e Natureza (ICN) e com a OSCIP Bem Viver – Associação Tocantina para o Desenvolvimento da Saúde, gestoras das unidades hospitalares do Estado do Maranhão.
Foram celebrados 19 Contratos de Gestão e 20 Termos de Parceria, referentes a 42 unidades de saúde, pactuados entre a Secretaria de Estado da Saúde e as organizações do terceiro setor, movimentando mais de R$ 1,8 bilhão de reais do Fundo Estadual de Saúde entre 2010 e 2013, referentes ao aporte do SUS e à contrapartida estadual. As duas organizações do terceiro setor contrataram sem licitação empresas de diversos ramos de atividade para prestarem serviços nas unidades hospitalares.
A auditoria encontrou ainda indícios de combinações prévias entre a Secretaria de Estado da Saúde e as entidades gestoras na contratação dessas empresas. “Uma característica comum nos processos é a celeridade com que os atos administrativos eram praticados”, assinala a CGU. No mesmo dia eram assinados: requisição de contratação de entidade do terceiro setor; despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; e ofícios de solicitação de proposta para três entidades; ou ainda: despacho para assessoria jurídica; parecer jurídico; autorização para contratação; e termo de parceria.
“O ICN e a Bem Viver recebiam recursos, provenientes da cobrança de uma taxa de administração, destinados a custear suas despesas administrativas para as quais não foi apresentada nenhuma comprovação de aplicação, num montante de R$ 73 milhões, para as duas organizações”, destaca a Controladoria. “As análises das movimentações financeiras demonstraram também que parte dos valores pagos ao ICN foi localizada em contas de um dirigente da organização e de seus familiares, o que contraria a legislação de regência e o estatuto da organização, que impedem a distribuição de resultados e a remuneração de dirigentes, respectivamente.”
A CGU ressalta que empresas ‘foram duplamente beneficiadas com recursos públicos do Fundo de Saúde, contratadas pelo ICN e a Bem Viver sem participar de processos licitatórios ou seletivos e com pagamentos superfaturados em razão de contratos com valores acima dos de mercado, ou por serviços não prestados’.

MANCHETES DOS JORNAIS

Maranhão
O Estado do MA: Sistema fora do ar
Região
Jornal do Commercio: Exame reforça ligação ente zika e microcefalia
O Povo: Diminui a diferença de renda entre pobres e ricos no Estado
Nacional
Correio: Mais duas barragem em risco em Mariana
Folha: França e Bélgica ampliam ofensiva contra terroristas
O Estadão: França caça 2 º suspeito e Alemanha evita atentado em estádio
O Globo: Acordo militar une Rússia e França
Zero Hora: Mariana:recomeço no caos

terça-feira, 17 de novembro de 2015

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Imoral lembra autor do "Gavião vadio"

Nicéias Drumond: talento esquecido
    Temos uma grande dívida para com alguns artistas que, depois de muito contribuírem para o sucesso de nosso Estado, foram relegados ao esquecimento. Entre esses nomes que não deveriam ser esquecidos está o de Nicéas Drumont.
    Querido e reverenciado por toda uma geração, Nicéas Alves Martins, cujo nome artístico era Nicéas Drumont (1951-1990), foi um dos mais importantes nomes da música brasileira, tendo suas composições gravadas por intérpretes do porte de Sérgio Reis, Fafá de Belém, Sula Miranda, as Irmãs Galvão, Nando Cordel, Ângelo Máximo, Rosa Reis e muitos outros.
    Nascido no povoado Itaipu, em Rosário, e vindo de uma família humilde, o rapaz desde cedo demonstrou grande habilidade no trato com as palavras, pois extraía com facilidade a musicalidade escondida por trás de versos por ele mesmo inventados. De alguma forma ele sabia que aquele dom poderia servir mais do que para animar reuniões familiares e encontro com amigos.
    O talento de Niceas não ficou restrito a seu povoado, a São Luís ou mesmo ao Maranhão. Buscando projetar seu nome, ele resolveu arriscar uma carreira artística fora de sua terra. Mesmo enfrentando dificuldades financeiras e a consequente separação da família, embarcou rumo ao Rio de Janeiro, onde permaneceu por aproximadamente dois anos, enfrentando as dificuldades naturais e os obstáculos de quem contava apenas com o talento e com a vontade de vencer pela própria arte.
    Após deixar o Rio de Janeiro, o artista maranhense foi aventurar sua sorte em São Paulo, de onde conseguiu se projetar para todo o Brasil. Suas composições começaram a tocar nas rádios e ele se tornou um nome bastante requisitado por parte de diversos intérpretes que se encantavam com as apuradas letras e com as soluções melódicas do jovem compositor.
    Músicas como “A primeira Namorada”, gravada por Ângelo Máximo; “no calor de seus abraços”, na voz das Irmãs Galvão; “Dor de Cabeça”, com Gene Araújo e “Senzalas”, na imortalizada por Rosa Reis eram pedidas por públicos das mais diversas classes sociais, sem contar também que o próprio Nicéas também encantava multidões cantando sucessos como “Gavião Vadio”, “Crioulo Sonhador” e “Meu Fraco”.
    O talento com a palavra e com os sons permitiam que Nicéas transitasse por diversos gêneros musicais, do samba ao sertanejo, passando pela jovem guarda e pelo forró, com letras capazes de despertar sentimentos múltiplos que podem ir da picardia (Caldinho de Mocotó) ou até mesmo a uma reflexão política, como é o caso de “Peregrinação”.
    Após tanto sucesso, esse artista maranhense foi aos pouco sendo esquecido e suas composições, embora algumas ainda continuem tocando em rádios, hoje mais imortalizam seus intérpretes que lembram o compositor.
    Há alguns anos, o professor Inaldo Lisboa publicou o livro “Nicéas Drumont: O Gavião Vadio”, no qual intercala momentos cruciais da breve passagem de Nicéas pelo nosso mundo com fragmentos de seus principais trabalhos. Mas nem mesmo esse esforço foi suficiente para ressuscitar artisticamente esse talentoso artista. E, na falta de novas edições de seus trabalhos, quem tiver interesse em conhecer as composições desse maranhense ou de ouvir sua afinada voz, dever recorrer aos mecanismos da internet.
José Neres

Professor, pesquisador e membro da Academia Maranhense de Letras

Ouça "Crioulo sonhador":